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    Morre aos 56 anos Tatjana Patitz, uma das supermodelos originais dos anos 1990

    À CNN, seu agente disse que ela lutava contra o câncer de mama

    A modelo Tatjana Patitz no banco do passageiro de um carro, usando grandes brincos de ouro angulares para Vogue, em 1987
    A modelo Tatjana Patitz no banco do passageiro de um carro, usando grandes brincos de ouro angulares para Vogue, em 1987 Arthur Elgort/Condé Nast/Shutterstock

    Scottie Andrewda CNN

    Tatjana Patitz, supermodelo que ganhou fama nos anos 1990, morreu aos 56 anos após uma batalha contra o câncer de mama, confirmou seu agente à CNN. Ela deixa um filho, Jonah.

    A modelo apareceu em dezenas de capas da Vogue e inúmeras outras revistas de moda a partir da década de 1980.

    Sua capa mais famosa, que ela compartilhou com outras supermodelos de sua geração, inspirou George Michael a escalá-la para o videoclipe de “Freedom! ’90”.

    Apesar das outras supermodelos de sua época serem conhecidas por dominar os olhos do público, Patitz preferia uma vida mais tranquila cercada pela natureza, particularmente cavalos selvagens e as terras ocidentais em que vivia.

    Ainda assim, ela era impossivelmente chique sem esforço, disse Anna Wintour, diretora editorial global da Vogue, em um comunicado da revista.

    “Tatjana sempre foi o símbolo europeu do chique, como Romy Schneider-meets-Monica Vitti”, disse ela.

     

     

    Nascida em Hamburgo, na Alemanha, e criada na Suécia, Patitz foi descoberta em 1983, quando foi finalista da competição “Elite Model Look”, na qual os chefes da agência Elite a selecionaram – Cindy Crawford também foi finalista naquele ano.

    Sua carreira não decolou até o final dos anos 80.

    Foi nessa época que ela se tornou a musa do fotógrafo Peter Lindbergh, para quem foi modelo até a década de 2010. Ele foi o responsável pela foto icônica da Vogue de 1988 de Patitz e outras modelos em uma praia em Santa Monica, Califórnia, vagando na areia com camisas brancas combinando.

    Em uma capa icônica da Vogue britânica de 1990, também fotografada por Lindbergh, Patitz, uma das supermodelos “originais” daquela época, apareceu ao lado de Christy Turlington, Cindy Crawford, Naomi Campbell e Linda Evangelista.

    A imagem levou o cantor George Michael a escalar as mulheres para o vídeo de seu single “Freedom! ’90”, que também se tornou um artefato cultural.

    Patitz era, na época de sua ascensão, considerada uma aparência “incomum” em comparação com as outros modelos populares, de acordo com um artigo da Harper’s Bazaar de 1990.

    “Na verdade, os traços de Patitz quase confundem. Como Garbo ou a Monalisa, os dons inexplicáveis ​​da linha e luminescência desafiam a definição”.

    Seu olhar penetrante deu a ela uma aparência um pouco mais sobrenatural, de acordo com observações de pessoas da indústria.

    “Há uma profundidade, uma qualidade emocional nela que é verdadeiramente extraordinária”, disse o fotógrafo Matthew Rolston

    Patitz apareceu em mais de 130 capas de revistas em sua vida, de acordo com a Elite.

    Tatjana Patitz caminha na passarela do desfile de moda Chanel duranto o Paris Fashion Week, em 1991 / Victor VIRGILE/Gamma-Rapho via Getty Images

    Fora da passarela

    Patitz era apaixonada pela defesa dos animais, mesmo desde seus primeiros dias de modelo, como observado em seu perfil de 1990 na Harper’s Bazaar.

    Ela disse à revista mexicana Milenio em 2021 que estava envolvida na legislação da Califórnia para proteger cavalos selvagens e esteve envolvida com a American Wild Horse Campaign, que trabalha para proteger terras públicas.

    Ela continuou a trabalhar na moda ao longo dos 40 e 50 anos, mas escolheu seus projetos “muito seletivamente”, disse ela à 63Magazine da Mercedes-Benz em 2016, e nesses projetos tentaria “combinar meu trabalho como modelo com a protação da natureza e dos animais”.

    Patitz disse a Milenio que preferia viver uma vida discreta diferente do que suas colegas supermodelos e gostava de “estar cercada pela natureza, longe do concreto e do barulho” com seu filho e seus animais.

    Ela estava menos presente aos olhos do público do que suas contemporâneas e, quando se mudou para a Califórnia, em vez de modelar o centro de Nova York, seu legado não foi tão amplamente reconhecido quanto o delas.

    “Ela era muito menos visível do que seus colegas – mais misteriosa, mais adulta, mais inatingível – e isso tinha seu próprio apelo”, disse Wintour à Vogue.

    Em um tweet, a Fundação Peter Lindbergh, que compartilha fotos dos arquivos do falecido fotógrafo, saudou a “bondade, beleza interior e inteligência excepcional” de Patitz.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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