Verde, laranja ou amarelo: qual cor de corretivo usar?
Um erro na escolha do tom do produto pode transformá-lo em um verdadeiro vilão na maquiagem

Na hora de esconder as temidas olheiras, espinhas ou até mesmo outras manchinhas indesejáveis da pele, o corretivo entra em cena como um item indispensável na nécessaire de maquiagem.
Mas, acredite, uma escolha errada no tom do produto pode transformá-lo de aliado perfeito em um verdadeiro pesadelo. O resultado? A clássica cor acinzentada sob os olhos, que em nada lembra a desejada iluminação natural.
Para piorar a situação, quando aplicado de forma incorreta, o produto ainda consegue o efeito oposto ao desejado, criando relevos que destacam justamente o que deveria ficar o mais invisível possível.
À CNN Brasil, Lázzaro Alves, maquiador oficial da Vizzela, explica que a técnica vai muito além da simples ideia de cobrir uma mancha. "Ela consiste em neutralizar a cor da imperfeição antes da cobertura, para que o resultado fique natural e dure mais".
O procedimento, segundo ele, pode ser usado principalmente em casos de melasma, manchas de acne, olheiras profundas, cicatrizes, marcas de nascença e até tatuagens, dependendo do caso.
"Hoje conseguimos usar o corretivo em diferentes situações, incluindo hiperpigmentação pós-acne, vitiligo, rosácea e vermelhidão", diz.
Como escolher a cor correta do corretivo?
O ideal, conforme explica o profissional, é lembrar da teoria das cores. "Sempre usamos a cor oposta para neutralizar", comenta. Assim, de acordo com a cartela da marca:
- O corretivo verde neutraliza vermelhidão, como acne inflamada e rosácea;
- O amarelo ajuda a suavizar manchas arroxeadas e pequenos hematomas;
- O salmão ajuda a corrigir olheiras escuras em peles claras e médias;
- O laranja é perfeito para peles negras com olheiras ou manchas muito escuras.
Depois da correção, é necessário um corretivo no tom da pele para desenvolver a uniformidade, em seguida a base.
Quais os erros mais comuns com o uso de corretivos?
Para Lázzaro, o principal erro está na aplicação do corretivo muito claro, achando que será possível esconder qualquer mancha. Na maioria das vezes, isso só destaca ainda mais a região.
Outra confusão se dá pela quantidade de produto. "O excesso só vai criar uma camada grossa com acúmulo. Isso não vai neutralizar antes da cobertura ou da camuflagem. Menos é mais", garante.
Alves diz ainda que existe uma grande diferença entre a cobertura alta tradicional e uma verdadeira técnica de camuflagem. "A primeira significa apenas colocar bastante pigmento sobre a pele. Enquanto isso, a segunda trabalha com a neutralização da cor e depois faz uma cobertura estratégica", explica.
"Isso faz com que o acabamento fique mais leve, mais natural e muito mais resistente ao longo do dia. É por isso que nem sempre uma base de alta cobertura consegue entregar o mesmo resultado de uma boa camuflagem", detalha.
Camuflagem funciona em todos os tipos de pele?
Conforme explica o maquiador, a técnica funciona em todos os tipos de pele. No entanto, a preparação faz toda a diferença.
"Na pele oleosa, gosto de controlar a oleosidade usando uma blindagem antes e trabalhar com camadas finas para aumentar a durabilidade. Na seca, a hidratação é indispensável para evitar que o corretivo craquele. Já na madura, prefiro produtos mais leves e aplicados em pouca quantidade, respeitando a textura da pele para manter um acabamento natural", entrega.
Veja dicas para camuflar olheiras marcadas sem deixar a região marcada
- Nunca comece direto com um corretivo claro;
- Primeiro, neutralize a olheira com a cor certa e aplique apenas onde realmente existe pigmentação;
- Depois, venha com um corretivo do tom da pele em uma camada bem fina;
- Evite excesso de pó e escolha produtos com boa elasticidade.


