Idoso de 85 anos toca 'sino da vitória' ao se recuperar do novo coronavírus

Antenor Lopes ficou 13 dias internado no Hospital Centenário, Rio Grande do Sul; equipe médica se emocionou ao acompanhar sua saída

Da CNN, em São Paulo
14 de abril de 2020 às 14:14
Antenor Lopes, de 85 anos, toca o "sino da vitória" ao receber alta do hospital em São Leopoldo, RS; ele ficou 13 dias internado pelo novo coronavírus (14.abr.2020)
Foto: José Luiz Zasso/Hospital Centenário

O dia 14 de abril ficará marcado para a família Lopes como o segundo aniversário do senhor Antenor, de 85 anos. Internado desde 1° de abril por complicações do novo coronavírus, o idoso foi o primeiro paciente a receber alta na ala de emergência contra o COVID-19 montada no Hospital Centenário, em São Leopoldo, Rio Grande do Sul. 

Na saída do hospital, Antenor foi acompanhado por três de seus quatro filhos: Paulo Adriano Lopes, 49 anos, Fabiana, de 45, e Patrícia, 44. Sua despedida foi acompanhada de perto por toda a equipe de enfermagem e pela presidente do Hospital Centenário, Lilian Silva. Emocionados, os profissionais de saúde comemoraram a primeira alta de um paciente internado com a COVID-19 na unidade. 

Em uma cadeira de rodas, ao lado do médico infectologista Breno Milman, que acompanhou sua recuperação, o idoso bateu palmas para os enfermeiros que o esperavam. E ninguém conteve as lágrimas quando Antenor inaugurou o “sino da vitória”, instalado na recepção da emergência para celebrar a vitória dos pacientes já recuperados. 

Curado do novo coronavírus, Antenor Lopes recebe os parabéns de enfermeiros e médicos ao sair do Hospital Centenário acompanhado de sua família (14.abr.2020)
Foto: José Luís Zasso/Hospital Centenário

“É uma sensação de vitória, de missão cumprida como equipe, envolvendo profissionais de todas as áreas do Hospital, até a Administração. Estamos todos aprendendo a lutar nesta guerra, que é nova para nós, e que todos estamos abraçando juntos”, disse, emocionada, a enfermeira Neusa Maria de Souza David, 51 anos, há 14 trabalhando no hospital. 

A enfermeira Cláudia da Silva, de 43 anos, também celebrou o sucesso do tratamento: “seu Antenor nos mostrou que com o empenho de todos da equipe, é possível reverter quadros que podem contrariar prognósticos desfavoráveis, como o dele, e comemorar a vida. Queremos contar muitas histórias assim.”