Venda de gás de de cozinha sobe 30% em 11 estados após COVID-19, informa ANP

Petrobras anunciou a importação do produto, depois de reduzir a produção de gasolina em suas refinarias devido à queda do consumo.

Da CNN, em São Paulo
18 de abril de 2020 às 01:22
Petrobras anunciou a importação do produto, após reduzir produção de gasolina nas refinarias
Foto: Pedro Ventura/Ag Brasília/Fotos Públicas

Onze estados brasileiros registraram alta de 30% nas vendas de gás de cozinha (GLP 13 Kg) no ano até o dia 14 de abril, comparado com o mesmo período de 2019. A única queda nas vendas, da ordem de 15%, foi registrada no Maranhão, segundo informações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que intensificou o monitoramento do setor após o produto registrar falta em algumas regiões.

O crescimento da demanda se deve ao aumento da procura devido ao isolamento social imposto pelo novo coronavírus, que fez com que as pessoas passassem a cozinhar mais em casa.

Para estabilizar o mercado, a Petrobras anunciou a importação do produto, depois de ter que reduzir a produção de gasolina em suas refinarias devido à queda do consumo. Os dois combustíveis - GLP e gasolina - são produzidos juntos na unidade de craqueamento catalítico das refinarias da estatal.

Os estados que mais registraram alta nas vendas foram Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba e Alagoas. Já Mato Grosso do Sul e Pernambuco tiveram alta de 20% nas vendas e no Rio de Janeiro, Sergipe, Paraná, Amazonas e Distrito Federal, a alta foi de 10%. Os demais estados permaneceram com as vendas estáveis.

A agência informou ainda, que o Paraná é o estado brasileiro mais atrasado na entrega de gás de cozinha (GLP 13 Kg) pela Petrobras. O volume entregue no ano até o dia 14 de abril ficou entre 30% e 40% menor do que em igual período de 2019, mostra agência em um mapa que passará a ser divulgado periodicamente para informar sobre o abastecimento do produto.

São Paulo registra atraso de apenas 10% no volume entregue pela estatal, enquanto o Rio de Janeiro não tem apresentado atraso, disse a ANP.

Com Estadão Conteúdo