Mortes por doenças respiratórias aumentam mais de 1.000% durante a pandemia

Esses casos não entram na lista de confirmados para o novo coronavírus

Da CNN em São Paulo
28 de abril de 2020 às 07:54

Dados do Portal da Transparência dos Cartórios mostram que os Cartórios de Registro Civil brasileiros anotaram um aumento de 1.012% nos números de mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) desde o registro do primeiro óbito do novo coronavírus no Brasil em março. 

Entre os Estados que mais contabilizaram aumento estão Pernambuco, Amazonas, Rio de Janeiro e Ceará. Especialistas têm apontado que a alta tem relação com a nova doença.

De acordo com o Centro de Operações de Saúde, também teve um aumento de registros do número de internações por síndrome respiratória aguda. No total existem 70.060 casos confirmados, desse montante, 18,8% testaram positivo para a COVID-19 e tem mais de 27 mil casos em investigação. 

Em entrevista à CNN, o pneumologista Rodrigo Santiago explicou quais os motivos para que uma morte seja considerada por uma sindrome respiratória aguda e não por COVID-19. "Nessa pandemia, como a infecção e contaminação é muito alta, a equipe médica e de limpeza desses serviços de verificação de óbito tem muita chance de se contaminar quando vai fazer a autópsia"

"Por conta disso, tem tido alguma orientações para que, em alguns casos, não seja feita a autópsia e com isso dificulta ainda mais para termos o número de pessoas que morreram pela COVID-19", conclui.