‘Quem se inscreveu que opine’, diz Weintraub sobre adiamento do Enem

Ministro da educação diz que pedirá a opinião dos estudantes sobre a realização do exame

Da CNN em São Paulo
19 de maio de 2020 às 21:28
Ministro quer ouvir a opinião dos estudantes sobre a possibilidade de adiar o Enem
Foto: Marcos Santos/ USP Imagens

Durante live em seu perfil no Instagram nesta terça-feira (19), o ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse que cabe aos inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio decidir a data da prova que garante o ingresso de estudantes do país em universidades. “Deixa pra quem tiver inscrito no Enem [decidir]. Quem se inscreveu que opine”, disse o ministro.

Segundo o Weintraub, os inscritos são os “mais envolvidos, mais interessados” no Enem, portanto, eles devem opinar sobre a data. “Vamos perguntar para quem realmente está fazendo o Enem, deixar eles decidirem, pô”, falou.

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“Se a maioria topar adiar, a gente adia”, disse, ao explicar que, na página do participante no site de inscrição do Enem, estará disponível uma votação em que será possível selecionar uma de três opções em relação a prova: adiar por 30 dias, manter a data ou suspender até que passe a pandemia.

Segundo ele, a “grande maioria vai querer fazer o Enem”. “Se tiver uma votação expressiva para adiar ou não, a gente vai atender, vai acatar”, concluiu.

Na transmissão, o ministro também criticou a União Nacional dos Estudantes: “Eu vi que a UNE falou para todo mundo entrar aqui na minha live pedir para adiar o Enem. Uma instituição arcaica e pré-histórica como a UNE ficar falando o que tem que ser feito, como tem que ser feito. [A UNE] não tem eleição, não tem representatividade.”

Votação no Senado

O Senado analisa nesta terça-feira o adiamento da realização do Enem. O Projeto de Lei (PL) 1.277/2020, da senadora Daniela Ribeiro (PP-PB), suspende a aplicação do Exame em casos de calamidade pública, como a do coronavírus

Inicialmente, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), tentou adiar a discussão do PL, como desejava o Palácio do Planalto. Mas, após a maioria dos líderes pediram urgência no texto e Alcolumbre acabou marcando votação para esta terça.