Escolas particulares de SP elaboram protocolo de reabertura com médicos

Sindicato dos Estabelecimentos Privados do Estado deve entregar um plano ao governo com diretrizes para a volta

Roberta Russo Da CNN, em São Paulo
28 de maio de 2020 às 10:00
Escolas desenvolvem atividades para a orientar crianças sobre prevenção contra o coronavírus
Foto: Divulgação/ Prefeitura de Jundiaí

Cantinas sem filas, mesas distantes nas salas de aula e até separação de alunos por grupos. Essas são algumas estratégias possíveis para a retomada das aulas nas escolas particulares de São Paulo. Ainda não há data para a volta das atividades. Apesar disso, o Sindicato dos Estabelecimentos Privados do Estado deve entregar um plano ao governo com diretrizes para a volta, elaborado em conjunto com a Sociedade Brasileira de Pediatria e Federação Paulista de Medicina.

“Não queremos abrir a revelia. Sabemos que o vírus é muito sério e por isso temos que ter um aval científico”, pondera o presidente do sindicato, Benjamin Ribeiro. 

A rede Luminova, que tem quatro unidades no Estado de São Paulo, organiza uma volta em grupos para alunos a partir do sétimo ano. O plano seria ter 50% da sala em alguns dias e a outra metade vendo aulas online de casa.

“Também adaptaram os bebedouros para que não seja mais possível tomar água direto, somente usando squeeze pessoal de cada estudante. Nas aulas presenciais todos os alunos e professores deverão usar obrigatoriamente máscaras”, explica o diretor-geral da Rede Luminova, Luiz Magalhães. 

Crise financeira 

Enquanto não há data para a volta as aulas, o setor sente os efeitos da crise. O sindicato estima que a taxa de inadimplência deve passar dos 30%, em maio e também sofre com a evasão de alunos. A educação infantil é um dos mais atingidos pela pandemia. A evasão escolar pode chegar a 70%. 

Depois de receber mais de 5 mil reclamações de pais de alunos relatando que não conseguiam negociar mensalidades com as escolas particulares, o Procon de São Paulo realizou um acordo com o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo.

O chamado "termo de entendimento" estabelece diretrizes para negociação das mensalidades das instituições privadas de serviços educacionais no ensino infantil, fundamental e médio durante a crise gerada pela pandemia da Covid-19. Com o documento, as instituições de ensino deverão negociar alternativas para o pagamento com os responsáveis pelos alunos. O objetivo central é evitar que o consumidor fique inadimplente ou endividado.