Caiado defende 'fechamento mais rígido' para frear avanço da Covid-19 em Goiás

Governador diz que essa é a única forma de conter a disseminação da doença; ele também defendeu um diálogo produtivo entre o governo federal e outros poderes

Murillo Ferrari, da CNN, em São Paulo
25 de junho de 2020 às 14:52 | Atualizado 25 de junho de 2020 às 15:33

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), afirmou nesta quinta-feira (25) que concorda com um "fechamento mais rígido" nos municípios do estado para evitar a propagação do novo coronavírus.

"Acho que a única maneira que funciona com o coronavírus é um fechamento mais rígido, deixando apenas serviços essenciais por uma semana, depois reabre por um período maior e vai intercalando um período de total fechamento para outros períodos de flexibilização", afirmou Caiado em entrevista à CNN ao ser questionado sobre a possibilidade de decretar lockdown do estado.

"Esses períodos darão fôlego para que o afluxo de pessoas aos hospitais não seja em proporções que não tenhamos nem leito nem força de trabalho para tratá-los."

O governador comentou também sobre a criação de uma secretaria só para cuidar da retomada das atividades no estado. "Reuni todos meus secretário e vi que muitas pastas tinham superintendências e gerências. Fizemos uma recomposição e criamos, sem custo ao erário, a secretaria da Retomada, que não vai criar grandes projetos. Ela terá ações bem diretas. Saberá os problemas em cada cidade, em cada região e agirá diretamente na vida do cidadão de acordo com o problema que ele tem", explicou.

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Bolsonaro e STF

Caiado também falou sobre a relação conflituosa entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Na sua opinião, essas divergências "não constroem nada e aumentam a ansiedade da sociedade brasileira que precisa de uma mensagem orientadora".

"A sociedade, posso garantir, está cansada dessa queda de braço e gostaria de ver os poderes sentados à mesa, discutindo e projetando como sobreviver a esse momento e ao seguinte, que será ainda mais desafiador que a pandemia, com suas consequências." Ele disse ainda estar empenhado em construir caminhos para que os presidentes de todos os poderes tenham um diálogo mais produtivo.