Com mais de 4 mil desalojados, RS vive cheias históricas de rios

As regiões mais afetadas até agora são os Vales do Caí e do Taquari. A prefeitura de São Sebastião do Caí decretou situação de emergência

Bruna Ostermann, da CNN, em Porto Alegre
10 de julho de 2020 às 13:02 | Atualizado 10 de julho de 2020 às 15:34

A chuva intensa, causada pelo ciclone extratropical que passou pelo Rio Grande do Sul, segue causando prejuízos, mesmo com tempo seco no Estado há três dias. A água, que encheu rios na região da serra, segue escoando para outros rios e causando estragos por onde passa.

De acordo com a Defesa Civil, 4.585 pessoas estão fora de casa, porque a água invadiu os imóveis. Destas, 1210 estão em abrigos de Prefeituras e o restante, hospedados com amigos e parentes. 

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Duas pessoas morreram em decorrência das fortes chuvas. O caso mais recente, foi em Colinas. Nestor Masarolo, de 73 anos, estava desaparecido desde a manhã de quarta-feira (8). Na noite da última quinta (9), o corpo do idoso foi encontrado dentro do carro, que foi carregado pela força do Rio Taquari, durante a enchente. O curso dágua atingiu cheia histórica: a maior em 64 anos. 

Cheia do Guaíba, na Ilha do Pavão, em Porto Alegre
Cheia do Guaíba, na Ilha do Pavão, em Porto Alegre
Foto: Bruna Ostermann/ CNN

A outra morte, aconteceu ainda na noite de terça-feira (7), em Caxias do Sul, na Serra. Geisson Vitz, de 34 anos, morreu soterrado na própria casa, após o imóvel ser atingido por duas pedras grandes, que deslizaram no temporal.

As regiões mais afetadas até agora são os Vales do Caí e do Taquari. A prefeitura de São Sebastião do Caí decretou situação de emergência. 

No entanto, meteorologistas alertam para a situação em Porto Alegre. Na capital, a água do lago-rio Guaíba já inundou a região do bairro Arquipélago, onde ficam as ilhas da cidade. A Defesa Civil iniciou a remoção dos moradores no começo da tarde desta sexta-feira (10).