Debate sobre Amazônia impede 'retrocesso de todos os avanços do país', diz Maia

O presidente da Câmara participou de videoconferência com fundos de investimento que estão preocupados com falhas na política ambiental do governo federal

Noeli Menezes, da CNN em Brasília
14 de julho de 2020 às 15:39

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta terça-feira (14) que o debate sobre a preservação da Amazônia liderado por investidores internacionais é uma “demonstração de que a pauta do país não vai ser de retrocesso de todos os avanços que o país vem fazendo desde 1992”. O deputado participou mais cedo de uma videoconferência com fundos de investimento que estão preocupados com falhas na política ambiental do governo federal.  

“Eu venho alertando sobre esse tema desde o ano passado. Fiz algumas críticas, alguns alertas. O tema do meio ambiente é muito importante primeiro para o futuro do nosso país. A gente sabe que a floresta amazônica tem um peso muito grande para o país”, declarou em entrevista coletiva na Câmara.

Para Maia, “reafirmar os acordos que o Brasil assinou é muito importante”. Mas essa preocupação não é apenas de “estrangeiros”, disse ele, e os brasileiros até cobram mais ações de fiscalização e integração do governo com estados. “É importante que essa sinalização [do governo federal] venha não com palavras, mas com ações concretas.”

Leia também:

Guedes pede ajuda da OCDE para cuidar da Amazônia, mas sem "falsas narrativas"

Governo exonera responsável por monitorar desmatamento da Amazônia

Nasa alerta que queimadas na Amazônia podem ser mais intensas este ano

Segundo o presidente da Câmara, no encontro com investidores foi discutido o projeto de lei sobre regularização fundiária. “Fizemos esse debate para mostrar que, diferentemente do que os investidores e muitos pensam, a regulamentação ajuda muita na responsabilidade em relação a esses que terão as suas terras regularizadas.”

Maia disse ainda que espera que a estruturação que o governo deve fazer no Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) “seja no sentido de aumentar a transparência e a divulgação” dos dados, “e não contrário”. Ele ponderou que não é possível esconder as queimadas no país, porque o monitoramento não depende só dos órgãos do governo brasileiro. “Todos conseguem no mundo monitorar o que acontece na Amazônia no Brasil.”