Metrô de São Paulo consegue liminar para manter operação em dia de greve

Metrô deve manter o funcionamento 95% dos serviços no horário de pico e 65% nos demais horários

Estadão Conteúdo
27 de julho de 2020 às 17:36 | Atualizado 27 de julho de 2020 às 17:49
 

A Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) conseguiu na Justiça uma liminar parcial que determina o porcentual mínimo de operação dos trens nesta terça-feira (28) quando deve ocorrer uma greve dos metroviários. A decisão foi tomada na manhã desta segunda-feira (27) em audiência de conciliação entre representantes do sindicato dos trabalhadores e da empresa de transporte público. Ainda nesta tarde, a categoria vai decidir se mantém ou não a paralisação.

Segundo a Justiça do Trabalho de São Paulo (TRT-2), o Metrô deve manter o funcionamento 95% dos serviços no horário de pico (das 6h às 9h e das 16h30 às 19h30) e 65% nos demais horários. São afetadas as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha, e 15-Prata. 

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O tribunal afirmou que "os porcentuais estabelecidos dizem respeito à prestação do serviço e não à mão de obra devidamente colocada para tanto". Caso a liminar não seja respeitada, a Justiça estabeleceu multa diária de R$ 150 mil aos trabalhadores e R$ 500 mil à empresa.

Na audiência judicial, o Ministério Público do Trabalho apresentou uma proposta de acordo temporário, informou o sindicato, pelo qual o acordo coletivo da categoria com o Metrô voltaria após seis meses, com pagamento dos descontos salariais anteriores. Porém, a entidade disse que a companhia não aceitou. Ainda nesta tarde, o sindicato vai discutir o assunto em assembleia e definirá se mantém ou não a greve.