Funcionários dos Correios marcam greve e governo prevê nova crise na pandemia


Basília Rodrigues
Por Basília Rodrigues, CNN  
31 de julho de 2020 às 09:59 | Atualizado 31 de julho de 2020 às 11:08
Agência dos Correios

Funcionários dos Correios marcaram greve para terça-feira (4) contra o chamado 'pacote de maldades' apresentado pela empresa

Foto: Marcelo Camargo 12.mar.2018/ Agência Brasil 

O governo está preocupado com a decisão dos funcionários dos Correios de entrarem em greve, a partir da terça-feira (4), e já admite que o caso vai parar no Tribunal Superior do Trabalho (TST).

"No meio da pandemia, uma greve dos Correios é gasolina no incêndio", afirmou à CNN uma fonte da estatal. A empresa tenta convencer os funcionários a não aderirem e classifica a paralisação de "reação imprópria". 

Mas nenhuma negociação deu certo até agora. "Certa do compromisso e da responsabilidade de seus empregados com a população e o país, espera que a adesão a uma possível paralisação, se houver, seja ínfima e incapaz de prejudicar o serviço postal e os brasileiros", afirma a empresa em comunicado.

Em 2017, a categoria chegou a passar mais de quinze dias em greve.

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A sensação na cúpula dos Correios é de que a greve é inevitável mas há quem acredite em baixa adesão, o que minimizaria os impactos. Para empresa, este é o pior momento para uma greve. 

Os Correios apresentaram uma proposta tachada de pacote de maldades, que prevê ajustes no vale refeição e na remuneração de férias, entre outros pontos. A empresa afirma que a circulação de informações erradas provocou "confusão nos empregados".

Na quinta-feira (30), funcionários dos Correios encaminharam um comunicado ao presidente da estatal, Floriano Peixoto, com a informação de que farão greve por tempo indeterminado "por não terem suas reivindicações atendidas pela empresa na mesa de negociação". 

A Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) reivindica reajuste salarial e afirma que a proposta do governo retira direitos.