Círio de Nazaré, Patrimônio Cultural da Humanidade, tem procissões canceladas


Kenzô Machida e Gabriel Pinheiro, da CNN, em Brasília
06 de agosto de 2020 às 22:05 | Atualizado 07 de agosto de 2020 às 06:56

A Arquidiocese de Belém e a Diretoria da Festa do Círio de Nazaré foram aconselhadas por um grupo de cientistas que acompanham a evolução da pandemia na capital paraense, a cancelar as 12 romarias da 228ª edição de uma das maiores manifestações religiosas do Brasil: o Círio de Nazaré.

A grande procissão, que ocorre sempre no segundo domingo de outubro pelas ruas de Belém, reúne, anualmente, cerca de 2 milhões de pessoas. No ano passado, o Círio injetou 1 bilhão de reais na economia do Pará.

Alberto Taveira, Arcebispo Metropolitano de Belém, diz que eventos serão simplificados e adaptados e por isso “não será possível ter multidão”.

Os devotos de Nossa Senhora de Nazaré poderão pagar suas promessas ao longo de 15 dias. Missas serão feitas a portas fechadas e transmitidas pela internet.

Não é a primeira vez que o Círio deixa de sair às ruas, segundo o Padre Luiz Carlos, Reitor do Santuário de Nazaré. Em 1835, o caos instalado pela revolta Cabanagem nas ruas de Belém teria impedido o Círio de ir às ruas.

O Governador Helder Barbalho (MDB-PA) lamentou, nas redes sociais, a não realização do Círio e pediu aos paraenses que fiquem em casa durante o final de semana da data religiosa.