RJ: 30% dos lugares em praias serão reservados via celular, diz superintendente

O representante ainda que método tem como público-alvo "pessoas que não podem chegar muito cedo ou são portadores deficiência ou alguma limitação'

Da CNN
11 de agosto de 2020 às 15:46

O superintendente de Educação e Projetos da Vigilância Sanitária do Rio de Janeiro, Flávio Graça, falou à CNN, nesta terça-feira (11), sobre a proposta de reservar "quadrados" na areia das praias do Rio de Janeiro a fim de evitar aglomerações. 

Segundo ele, "todo o regramento está acabando de ser construído". Ele adianta que um percentual entre 20% a 30% será destinado para reservas feitas por aplicativo. "Está sendo definido ainda esse valor", informou Graça.

O representante disse que o método tem como público-alvo "pessoas que não podem chegar muito cedo ou são portadores deficiência ou alguma limitação". "Para, com muita calma, saber a hora que pode chegar e sair", completou.

Leia e assista também:

RJ vai reforçar fiscalização contra aglomeração em praias, diz subsecretário
Prefeitura do Rio vai liberar praias e banhistas terão lugar marcado na areia
Para virologista, praias só deveriam ser liberadas se houvesse testagem em massa

Grupos reunidos na praia de Ipanema, no Rio de Janeiro, no sábado (8)
Foto: Jairo Nascimento/ CNN

O restante do espaço público será disponibilizado conforme a ordem de chegada. "Como hoje acontece com qualquer espaço público", justificou.

"Temos que pensar que estamos no novo padrão de normalidade. Estamos passando por um momento de muitas modificações e grande necessidade de adaptação de toda a população aos novos protocolos e novas regras", disse.

Graça classificou a proposta como "um projeto piloto de inovação". "Ele permite que as pessoas possam permanecer na praia tomando banho de sol mediante a utilização de quadrado que vão delimitar o espaço das pessoas. É um novo modelo", completou.

O plano, segundo a prefeitura, é ter equipes que farão a instalação e desmontagem de toda a estrutura dos "quadrados", diariamente, além do controle com o apoio da Guarda Municipal.

À CNN, o virologista Raphael Rangel, do Instituto Brasileiro de Medicina e Reabilitação (IBMR), afirmou que reabrir as praias, mesmo com lugar marcado, deveria ser uma medida somente se fosse possível "testar a população em massa, o que não está sendo feito".

“Existe o mundo ideal e o mundo real. Parece que os governantes vivem num mundo utópico”, afirmou ele à CNN nesta terça-feira (11). "Se você não consegue monitorar a sua população, como já libera praias? O aplicativo vem para tentar solucionar uma ideia errônea de liberar praias nesse momento", criticou.

(Edição: Sinara Peixoto)