Sabesp prorroga suspensão de cobrança e corte no fornecimento de água

Vice-governador Rodrigo Garcia diz que medida implementada em abril continuará em vigor, pelo menos, até 15 de setembro

Murillo Ferrari, da CNN, em São Paulo
14 de agosto de 2020 às 13:43 | Atualizado 14 de agosto de 2020 às 14:05
Sabesp prorrogou até 15 de setembro a suspensão na cobrança de tarifa e no corte do abastecimento de 2,5 milhões de consumidores de baixa renda
Foto: Nacho Doce-10.fev.2015/ Reuters

A Sabesp vai prorrogar até o dia 15 de setembro a suspensão na cobrança de tarifa e no corte no abastecimento para 2,5 milhões de consumidores de baixa renda, anunciou nesta sexta-feira (14) o vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (DEM).

"A Sabesp prorroga por mais um mês, portanto até 15 de setembro, a suspensão da cobrança e do corte no fornecimento de água para 2,5 milhões de famílias no estado de São Paulo", disse Garcia durante entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual.

"Essa é uma das medidas adotadas pelo governo do Estado para conter os impactos econômicos na crise do coronavírus e ela está em vigência desde abril deste ano. Com isso, 2,5 milhões de consumidores das camadas mais pobres do estado de São Paulo que de alguma maneira tiveram sua renda afetada e já estavam sendo contemplados desde o início da pandemia passam agora a contar com esse benefício por mais 30 dias", acrescentou.

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De acordo com Marcos Penido, secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente de SP, durante o período da pandemia houve um aumento de 5% no consumo de água no estado.

"Claro que as pessoas têm que manter e aumentar a questão da higiene, mas o consumo responsável é muito importante", disse.

"Estamos garantindo o abastecimento, mas a população tem que ser sempre parceira na questão do uso racional da água e evitar sempre o desperdício."

Números da empresa

Também nesta sexta, a Sabesp informou que teve lucro líquido de R$ 378,2 milhões no segundo trimestre, queda de 16,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, afetado por medidas adotadas em razão da instabilidade econômica no país com a pandemia de Covid-19, além de efeitos cambiais.

O resultado operacional medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado, porém, cresceu 28,4% ano a ano, para R$ 1,58 bilhão, com aumento da margem Ebitda ajustada de 30,8% para 35,7%.

Ocupação de UTIs no estado

O governo de São Paulo também afirmou nesta sexta (14) que, pela primeira vez desde o início da pandemia do novo coronavírus, todas as regiões do estado tem menos de 80% dos leitos de UTI (unidade de terapia intensiva) ocupados.

“Não tivemos, na avaliação de hoje, nenhum tipo de regressão das regiões do estado em relação ao Plano SP e a melhor notícia é que, pela primeira vez, todas regiões têm ocupação de leitos abaixo de 80%”, disse Garcia (DEM).

(Com informações da Reuters)