'Alarmante', diz secretário sobre Covid-19 entre alunos da rede municipal de SP

Levantamento aponta que dois terços dos jovens da rede pública municipal de São Paulo que testaram positivo para a doença são assintomáticos

Da CNN, em São Paulo
18 de agosto de 2020 às 15:23 | Atualizado 18 de agosto de 2020 às 16:32

A prefeitura de São Paulo divulgou nesta terça-feira (18) os primeiros resultados da pesquisa sorológica feita com 6 mil alunos entre 4 e 14 anos da rede pública de ensino, com objetivo de verificar a curva do contágio e o andamento da pandemia do novo coronavírus entre estudantes. 

O levantamento apontou que dois terços dos jovens da rede pública municipal que testaram positivo para Covid-19 são assintomáticos.

O estudo ainda mostrou que 25% das crianças e adolescentes da cidade em fase escolar moram com pessoas do grupo de maior risco, o que aumentaria a gravidade em caso de contaminação no retorno das atividades escolares.

Com base nos dados revelados, o prefeito da capital paulista, Bruno Covas (PSDB), anunciou hoje que a volta às aulas presenciais, em escolas públicas e particulares, não será em setembro.

Em entrevista à CNN, o secretário municipal de Educação de São Paulo, Bruno Caetano, classificou os dados do estudo como “bastante alarmantes”, e afirmou que, quando houver segurança sanitária para que as aulas presenciais sejam retomadas, “essa oportunidade tem que ser aproveitada”. 

Assista e leia também:

SP: Dois terços dos alunos da rede municipal são assintomáticos para Covid-19

Anvisa autoriza testes de quarta vacina contra Covid-19 no país

Bruno Caetano, secretário municipal de Educação de São Paulo
Foto: CNN (18.ago.2020)

“Na cidade de São Paulo a decisão é que, quando houver segurança sanitária para o retorno, vamos retornar com até 35% das crianças de todas as séries e níveis de ensino”, disse.

Caetano falou ainda que, por mais que as escolas estejam sendo cuidadosas ao retornar as atividades – adotando protocolos de higiene e segurança –, a pesquisa revelou que muitas crianças podem se infectar, não apresentar sintoma algum mas, ainda assim, podem contaminar outras pessoas.

“Esse é o grande desafio da abertura das salas de aulas na capital”, afirmou.

(Edição: Sinara Peixoto)