Ministro prevê retorno de moradores em até 72 horas após rompimento em barragem

Ministro do Desenvolvimento Regional afirmou que decisão será confirmada por técnicos após estabilização

Noeli Menezes Da CNN, em Brasília
22 de agosto de 2020 às 16:09 | Atualizado 24 de agosto de 2020 às 07:17

O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, afirmou neste sábado (22) que os técnicos já iniciaram os trabalhos para estabilização da parede do canal que se rompeu na barragem de Jati, no município homônimo, no Ceará, na sexta-feira (21).

A previsão, disse ele, é que as cerca de 2 mil pessoas que tiveram que evacuar a área por questão de segurança possam voltar às suas casas em até 72 horas

“As pessoas vão poder voltar às suas casas em 72 horas. Pode ser que haja antecipação desse retorno. Faremos nova avaliação amanhã”, declarou em entrevista coletiva em Jati. “A consenso é que teremos a estabilização plenamente estabelecida nas próximas 72 horas. A partir de então, começaremos as obras para recuperação da barragem”, prosseguiu.

O ministro disse que não houve danos à estrutura da barragem. “Ocorreu o rompimento do conduto. A barragem continua íntegra.”

O ministro também afirmou que a água que jorrou na barragem após o rompimento da parede, cerca de 2 milhões de metros cúbicos, não se perdeu totalmente, pois boa parte escoou pelo canal e seguiu o devido curso.

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A barragem faz parte do trecho 1 (Jati-Cariús) do chamado Cinturão das Águas do Ceará. Na quinta-feira (20), Marinho foi a Jati acionar as comportas para permitir a passagem da água. Segundo o governo, o reservatório chegou a 94,8% da capacidade nesta semana e vai garantir o abastecimento de 4,5 milhões de pessoas da região metropolitana de Fortaleza.

O ministro afirmou também que o retorno dos moradores às suas casas só acontecerá quando houver liberação por técnicos e que o governo vai promover audiência com os moradores para explicar a situação e garantir uma volta segura. “Nossa preocupação é com a segurança das pessoas, para que a transposição possa avançar de maneira adequada. Temos a tranquilidade de afirmar que poderemos concluir a transposição no ano que vem.”

Por fim, Marinho disse que o governo vai esperar o laudo técnico antes de apontar culpados e que fará a divulgação transparente das causas do incidente. “Quem deu causa ao problema terá que ressarcir o Estado brasileiro.”