CNJ deve considerar opinião pública ao julgar desembargador que rasgou multa

Eduardo Siqueira ofendeu e chamou um guarda municipal de "analfabeto" após ser multado por andar sem máscara em Santos (SP) no dia 18 de julho

Da CNN, em São Paulo
24 de agosto de 2020 às 16:36 | Atualizado 24 de agosto de 2020 às 16:40

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) marcou para esta terça-feira (25) o início do julgamento do desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), Eduardo Siqueira, que ofendeu e chamou um guarda municipal de "analfabeto" após ser multado por andar sem máscara em Santos no dia 18 de julho.

O magistrado também tentou intimidar o oficial – ao ligar para o chefe dele – e, durante a abordagem, rasgou a multa que recebeu. 

Integrantes do CNJ disseram à âncora da CNN Daniela Lima que esse episódio será usado pelo órgão para dar uma sinalização bem clara e uma satisfação à opinião pública.

A tendência hoje não é só a de que o CNJ abra um procedimento contra o desembargador, mas também que o afaste de suas funções.

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Desembargador Eduardo Siqueira
Foto: Reprodução

Siqueira, ao longo de sua carreira, acumulou dezenas de queixas dentro do tribunal no qual atua.

Porém, ainda que o CNJ o afaste, o desembargador vai seguir tendo direito de receber o salário. Essa punição só pode ser aplicada depois de julgamento encerrado na Justiça.

(Edição: Sinara Peixoto)