Moradora é libertada após ser mantida refém em condomínio no Rio

Segundo vizinhos, é o mesmo local onde, mais cedo, uma família foi mantida refém por cinco horas

Luiz Raatz, da CNN, em São Paulo
27 de agosto de 2020 às 15:20 | Atualizado 27 de agosto de 2020 às 17:14

Uma moradora de um condomínio no Rio Comprido, no centro do Rio de Janeiro, foi mantida refém na tarde desta quinta-feira (27) por cerca de duas horas. De acordo com a polícia, quatro suspeitos que participavam do sequestro se renderam e foram presos. Ela passa bem.

Abalada, a vítima foi encaminhada para atendimento médico.Segundo vizinhos, é o mesmo local onde, mais cedo, uma família foi mantida refém por cinco horas. Policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) participaram da ação. Dois fuzis e duas pistolas foram apreendidos

"Além da ação precisa contra os bandidos, nesta quarta, na entrada do túnel Rebouças, a polícia solucionou hoje dois sequestros, prendendo os criminosos e evitando qualquer dano aos reféns. As nossas forças de segurança não darão trégua ao crime e vão devolver a paz à população", disse o governador Wilson Witzel.

"A impossibilidade da presença permanente da força policial no interior das comunidades deixa parcela da sociedade do Rio de Janeiro refém do controle pelos narcoterroristas que fazem das áreas de domínio nas comunidades seus grandes bunkers e expandem livremente sua atuação", acrescentou Witzel.

Mais cedo, uma troca de tiros foi registrada no Complexo do São Carlos, na região central do Rio de Janeiro. Ao colunista Leandro Resende, da CNN, moradores da região relataram momentos de apreensão e orientações para que ficassem em suas casas. 

Policiais cercam casa em Rio Comprido, zona norte do Rio de Janeiro, onde traficantes mantêm família refém
Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo (27.ago.2020)

Leia mais:
RJ: Após mãe morrer tentando proteger filho, comunidade tem novo tiroteio

Segundo a polícia, a tensão em comunidades no centro do Rio começou na noite de ontem, com a movimentação de traficantes de uma facção criminosa que pretendiam  tomar o território de comunidades que fazem parte do Complexo do São Carlos.

Na noite dessa quarta-feira (26), Ana Cristina da Silva, de 25 anos, foi morta enquanto tentava proteger o filho durante um tiroteio na comunidade. De acordo com as informações, a mulher estava indo trabalhar quando a intensa troca de tiros teve início. Ana Cristina se curvou para proteger o filho, de três anos, e foi atingida. Ela morreu no local e sem atendimento. 

Policiais em Rio Comprido, zona norte do Rio de Janeiro, durante confronto entre facções
Foto: Vanessa Ataliba/Zimel Press/Estadão Conteúdo (27.ago.2020)