PF destrói maquinário usado em garimpo ilegal em terras indígenas no Pará

A PF estima que o dano ambiental causado pelo garimpo ilegal na região seja de aproximadamente R$ 8 milhões nos últimos seis meses

Vianey Bentes, da CNN, em Brasília 
28 de setembro de 2020 às 18:10
Operação Bezerro de Ouro, de combate ao garimpo ilegal em Santarém (PA)
Foto: PF/Divulgação

A Polícia Federal concluiu neste segunda-feira (28) a segunda fase da Operação Bezerro de Ouro, que combate o garimpo ilegal de ouro na terra indígena Munduruku. A ação foi realizada em Santarém, no oeste do Pará. 

Trinta policiais, incluindo os grupos especiais do Comando de Operações Táticas (COT) e do Comando de Aviação Operacional (Caop), a Força Aérea Brasileira e o Exército participaram da operação, que contou ainda com equipes do Ibama em fiscalizações no interior da terra indígena.

Os trabalhos na região duraram quatro dias, utilizando helicópteros em três áreas de garimpo mapeadas dentro da terra indígena, onde foram inutilizadas 20 máquinas de garimpos, entre pás, carregadeiras e tratores.

A PF estima que o dano ambiental causado pelo garimpo ilegal na região seja de aproximadamente R$ 8 milhões nos últimos seis meses. 

Assista e leia também:

Operação contra garimpo ilegal expõe conflito indígena e debate por regulação

MPF abre investigação sobre suposto transporte de garimpeiros em voo da FAB

As investigações contaram também com o programa Brasil Mais (sigla para Meio Ambiente Integrado e Seguro), um sistema de monitoramento remoto contratado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

O programa possibilita o acesso a imagens de alta resolução e alertas diários de detecção de mudanças ambientais com acompanhamento por satélite, o que permitiu a rápida localização das áreas de exploração ilegal.

A PF esclarece que a legislação brasileira não permite a obtenção de lavras garimpeiras dentro de áreas demarcadas como terra Indígena, dessa forma os garimpos dentro de tais áreas, como os alvos dessa operação, são considerados ilegais.