Polícia faz operação no RJ para localizar obras inéditas de Renato Russo

Investigações começaram depois que o filho do artista denunciou suspeita de ocultação de músicas inéditas

Thayana Araujo e Camille Couto, da CNN, no Rio de Janeiro
26 de outubro de 2020 às 08:28 | Atualizado 26 de outubro de 2020 às 13:53

 

 

A Polícia Civil do Rio de Janeiro tenta identificar e localizar possíveis obras inéditas do cantor Renato Russo, morto em 1996.

Batizada de Operação Será – referência a uma das músicas mais famosas da banda Legião Urbana, da qual Renato Russo era vocalista –, a ação foi deflagrada nesta segunda-feira (26), após ordens judiciais expedidas pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. 

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Os agentes estiveram em três endereços ligados a um produtor musical que trabalhou com Renato Russo nos últimos anos de vida do cantor – dois na zona sul e um no centro dca capital fluminense. Foram apreendidos computadores, HDs, CDs e um relatório no qual consta a existência de músicas inéditas gravadas pelo cantor. Todo o material vai ser analisado.

Itens apreendidos durante Operação Será
Foto: Divulgação - 26.out.2020 / Polícia Civil do RJ

Esta é a segunda fase das investigações que começaram há um ano, depois que Giuliano Manfredini, filho de Renato Russo e detentor dos direitos autorais do pai, denunciou à polícia a suspeita de ocultação de músicas inéditas.

Um dos alvos das buscas é um estúdio de gravação, usado nos últimos anos de vida de Renato Russo. O objetivo é confirmar, ou não, se o proprietário do local estaria guardando músicas inéditas do artista.

A operação é realizada pela Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial e a investigação segue em sigilo. Até o momento, ninguém foi indiciado.

Renato Russo foi vocalista da banda Legião Urbana
Foto: Divulgação / Legião Urbana Produções