Bolsonaro visita Amapá e anuncia medida para compensar população por apagão


Anna Satie, da CNN em São Paulo
21 de novembro de 2020 às 17:25 | Atualizado 21 de novembro de 2020 às 20:41

 

O presidente Jair Bolsonaro visitou duas subestações de energia no Amapá neste sábado (21), no 19º dia de crise energética no estado. 

O presidente disse ainda que o povo amapaense estava "carente, mas não sem assistência". "Desde o começo nós fizemos tudo possível pra restabelecer a energia do estado", declarou.

Ao fim da passagem, que foi acompanhada pelo ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque e pelo presidente do Congresso Nacional Davi Alcolumbre (DEM-AP), Bolsonaro anunciou uma medida provisória para compensar a população pelo apagão. 

"Estamos na iminência de assinar uma medida provisória para dar uma medida compensatória a todos que foram prejudicados pela falta de energia", disse ele, em rápido pronunciamento. "Além de outras que, se por ventura, se fizerem necessárias. Estamos prontos para atender o estado do Amapá".

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A medida deve isentar os afetados do pagamento da conta de luz nos 30 dias anteriores ao apagão, como adiantou a CNN.

Tramita no Congresso um projeto semelhante, para ceder crédito equivalente ao valor cobrado na fatura mensal pela empresa distribuidora. O texto foi aprovado no Senado na última quinta-feira (19) e seguiu para apreciação da Câmara dos Deputados. 

O ministro Bento Albuquerque disse que um grupo de crise estuda o planejamento energético não só do Amapá, mas "de outras regiões que têm características semelhantes", e que apresentará um novo plano nos próximos 15 dias para garantir a segurança do fornecimento de energia nesses locais.

Ele também anunciou a doação da Petrobras de R$ 500 mil em cestas básicas para famílias carentes da capital e de áreas isoladas do estado.

O governador Waldez Góes (PDT), que acompanhou a comitiva, disse que a assinatura da MP foi possível porque sua equipe decretou estado de calamidade pública em todos os municípios afetados. 

"Esta medida é uma continuidade ao decreto de situação de emergência que foi pactuado em conjunto com a Defesa Civil Nacional e a Defesa Civil Estadual, que possibilitou a liberação de recursos para o gerenciamento da crise causada pela falta de energia elétrica no estado", escreveu ele no Twitter.

(Com informações de Rudá Moreira e Cristina Kos, da CNN em Brasília)