RJ: ‘Quadrilha do táxi pirata’ é presa após golpes em turistas em aeroporto

Criminosos se aproveitavam da falta de conhecimento das vítimas sobre a cidade e cobravam preços muito acima do praticado pelos táxis regulares

Thayana Araújo, da CNN, no Rio de Janeiro
24 de novembro de 2020 às 08:11 | Atualizado 24 de novembro de 2020 às 12:05


A Polícia Civil prendeu três pessoas suspeitas de integrar uma quadrilha especializada em estelionato com táxis piratas que age há uma década contra turistas que desembarcam no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro.

As investigações começaram em setembro deste ano a partir das prisões em flagrante de dois “maleiros”. Nesta segunda-feira (23), um casal de turistas denunciou o golpe à polícia.

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Quadrilha aplicava golpes ao cobrar preços acima dos valores em táxis clandestinos no Aeroporto do Galeão
Foto: Divulgação/PF

De acordo com as investigações, a quadrilha se aproveita da falta de conhecimento das eventuais vítimas na cidade do Rio de Janeiro e as convence de embarcar em táxis piratas com valores de corrida praticados muito acima do cobrado por taxistas credenciados.

Ao perceber o desespero de um casal que se equivocou ao ir para o aeroporto do Galeão ao invés de seguir para o aeroporto Santos Dumont, os estelionatários deram início ao plano. Mesmo cientes de que os turistas não chegariam a tempo para o Check-in, dois “maleiros” persuadiram as vítimas a embarcar num táxi pirata. A corrida custou quatro vezes mais o valor que seria pago pelo casal se não estivesse já envolvido em um golpe.

Os turistas perderam o voo e denunciaram a ação dos estelionatários aos policiais da Delegacia do Aeroporto. Os agentes requisitaram as imagens das câmeras de segurança para traçar o passo a passo dos suspeitos.

Os três foram identificados e presos. Com eles, a polícia apreendeu o táxi pirata, tabelas de corridas com preços exorbitantes a serem cobrados de turistas, máquinas de cartão, dinheiro entre reais, dólares americanos e euros.

Os presos vão responder por estelionato, associação criminosa e exercício ilegal da profissão. Todos os suspeitos já têm anotações criminais.