Ônibus que caiu em MG não tinha autorização para transportar passageiros

Segundo a agência, veículo não podia transportar passageiros e empresa atuava apenas com autorização provisória

Guilherme Venaglia, da CNN, em São Paulo
04 de dezembro de 2020 às 18:18 | Atualizado 04 de dezembro de 2020 às 22:22


 

O ônibus de passageiros que caiu de uma ponte em João Monlevade (MG), acidente que resultou na morte de ao menos 14 pessoas e deixou outros 26 passageiros feridos, não tinha estava habilitado para o transporte de passageiros, segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

De acordo com a agência, a empresa Localima Turismo tinha autorização apenas provisória para o transporte de passageiros, dada pela Justiça.

Leia também

Estrada onde ônibus caiu de ponte em MG é conhecida como 'rodovia da morte'

Acidentes na BR-381 mataram 152 pessoas de janeiro a outubro de 2020

"A empresa está cadastrada na ANTT e tem um Termo de Autorização para prestação de serviço regular concedido pela justiça, por liminar. No entanto, o veículo em questão não estava habilitado para prestar o serviço de transporte de passageiros", diz a ANTT, em nota.

No posicionamento, a agência relata o panorama do transporte clandestino no país. Segundo a ANTT, foram 2490 autos de infração até o momento, em multas que representam R$ 13,2 milhões. Foram 1.188 veículos apreendidos, impactando 35,6 mil passageiros.

Acidente com ônibus em MG deixa mortos e feridos

Acidente com ônibus em MG deixa mortos e feridos

Foto: CNN Brasil (4.dez.2020)

A ANTT diz que monitora o tema através do Canal Verde Brasil, um sistema com inteligência artificial que leem as placas dos veículos nas principais rodoviais rodovias do país. 

"Esses veículos são precários, geralmente apresentam péssimo estado de conservação e manutenção, o que aumenta em quatro vezes a letalidade dos acidentes envolvendo esse tipo de transporte", diz a ANTT.