Criminosos de SC suspeitos de furtar armas de vigilantes são presos no RJ

As armas eram vendidas para o tráfico no Complexo da Maré, capital do Rio de Janeiro

Thayana Araujo, da CNN, no Rio de Janeiro
10 de dezembro de 2020 às 06:43 | Atualizado 10 de dezembro de 2020 às 06:47
RJ: Criminosos de SC suspeitos de furtar armas de vigilantes de banco são presos
Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil prendeu três pessoas naturais de Joinville – Santa Catarina, no Sul do país, suspeitas de revender armas furtadas de instituições financeiras para traficantes do Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Os três presos possuem diversas anotações criminais pela prática do crime em várias cidades do Brasil e até do exterior. Todos estavam cumprindo pena em regime semiaberto quando foram capturados.

As investigações indicaram que a organização criminosa, formada por outras pessoas ainda não identificadas, é especializada em furtar agências bancárias com o objetivo principal de furtar as armas de vigilantes além de arrombamentos de cofres e caixas eletrônicos com uso de maçarico.

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A polícia descobriu que desde maio de 2020 a quadrilha praticou ao menos, quinze furtos a bancos e armas dos vigilantes na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Imagens de câmeras de segurança das agências furtadas foram analisadas. Os investigadores identificaram os veículos utilizados pelos autores em uma das ações.

A partir desse trabalho, a polícia começou a monitorar os suspeitos que se escondiam em uma cidade da Região Metropolitana do estado. Ainda segundo as investigações, o grupo furtava revólveres dos vigilantes das instituições financeiras e vendiam para traficantes do Complexo de favelas da Maré na Capital do RJ. Os traficantes da Maré, empregavam as armas, principalmente, para praticar roubos na região, muitas vezes por menores de idade.

O trio preso pela Polícia Civil do RJ já roubou mais de cinquenta armas. Com eles foram apreendidos telefones celulares. Outros traficantes receptadores das armas furtadas já são investigados, bem como um possível esquema de lavagem de dinheiro por parte do grupo.