Operação da PF e MPF mira fraudes em contratos de serviços de tecnologia

Segundo as apurações, o esquema envolveu mais de R$ 11 milhões, por meio de 13 contratos firmados com duas empresas participantes do esquema

Vianey Bentes, da CNN, em Brasília
18 de dezembro de 2020 às 11:16
 

 

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal deflagraram nesta sexta-feira (18) a terceira fase da operação chamada Circuito Fechado. São cumpridos 25 mandados de busca e apreensão e 11 mandados de prisão preventiva e provisória no Distrito Federal, São Paulo e Minas Gerais.

É investigado desvio de valores de cinco contratos de empresas do ramo de TI realizados com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Companhia de Tecnologia da Informação do Estado de Minas Gerais (Prodemge),  Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) entre 2015 e 2018.

Segundo as apurações, o esquema envolveu mais de R$ 11 milhões, por meio de 13 contratos firmados com duas empresas participantes do esquema.

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As investigações indicam que, para viabilizar as fraudes, eram cooptados servidores públicos para a criação artificial de uma demanda para contratação de softwares, indicando produtos desenvolvidos pelo fornecedor envolvido no esquema criminoso.

A Justiça Federal determinou o bloqueio do valor aproximado de R$ 20 milhões nas contas dos investigados, além de quebra de sigilos bancários de várias pessoas físicas e jurídicas, de busca e sequestro de bens e valores, bem como o sequestro de duas embarcações.

Os envolvidos responderão pelos crimes de peculato, organização criminosa, lavagem de dinheiro, fraude à licitação, falsificação de documento particular, corrupção ativa e passiva, com penas que, se somadas, podem chegar a mais de 40 anos de prisão.