Emilly e Rebecca: Polícia Civil do Rio diz que laudo balístico é inconclusivo

Meninas foram mortas em frente de casa no dia 5 de dezembro, no Rio de Janeiro

Elis Barreto*, da CNN, no Rio de Janeiro
19 de dezembro de 2020 às 10:52 | Atualizado 19 de dezembro de 2020 às 13:11

 

O laudo balístico do caso das primas Emilly e Rebecca, de 4 e 7 anos de idade, mortas em frente de casa no dia 5 de dezembro no Rio de Janeiro, deu resultado inconclusivo. De acordo com a Polícia Civil, o fragmento de bala, encontrado no corpo de Rebeca, estava muito pequeno e deteriorado para confirmar de qual arma era o projétil. Já no corpo de Emilly não foi identificado nenhum fragmento de projétil.

A perícia analisou um total de seis fuzis dos Policiais Militares que patrulhavam o local na noite da ação: quatro de calibre 762, que deram combinação inconclusiva, e dois de calibre 556 que deram combinação negativa (isso quer dizer que essas duas armas não causaram a morte de Rebecca).

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A Polícia Civil informou que a investigação continua, mas buscando outras formas de descobrir o ocorrido, como análise de câmeras de segurança perto do local da ocorrência. Não há mais nenhum depoimento previsto para ser recolhido.

As primas Emily Victória Silva dos Santos e Rebeca Beatriz Rodrigues dos Santos
Foto: CNN Brasil

Emily e Rebeca moravam na comunidade do Barro Vermelho, em Jardim Gramacho, no município de Duque de Caxias. Vizinhos relataram que um carro da Polícia Militar foi visto disparando tiros no dia da morte delas.

A PM confirmou que uma equipe do 15.º Batalhão fazia um patrulhamento na comunidade do Sapinho e teria ouvido disparos de arma de fogo. A corporação alega, no entanto, que os agentes não atiraram de volta.

(*Sob supervisão de Adriana Freitas)