Crivella solicita à Justiça autorização para ir ao enterro da mãe em MG

Advogados do prefeito afastado entraram com pedido na Justiça no início da tarde desta segunda. O enterro está previsto para quarta-feira (30)

Maria Mazzei, da CNN, no Rio de Janeiro
28 de dezembro de 2020 às 17:52 | Atualizado 28 de dezembro de 2020 às 20:37
Marcelo Crivella, do Republicanos
Marcelo Crivella está em prisão domiciliar desde a última quarta-feira (23)
Foto: Gabriela Biló/Estadão Conteúdo (14.jan.2020)

 

Em prisão domiciliar desde a última quarta-feira (23), o prefeito afastado do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos), solicitou à Justiça autorização para acompanhar o sepultamento da mãe. Eris Bezerra Crivella morreu nesta segunda-feira (28), no apartamento dela, em Copacabana, na zona sul carioca. A causa da morte ainda não foi divulgada. 

Os advogados de Crivella entraram com pedido na Justiça no início da tarde desta segunda-feira. O enterro está previsto para quarta-feira (30), na cidade de Simão Pereira, no interior de Minas Gerais, distante cerca de 150 quilômetros da capital fluminense.

Crivella deixou o presídio de Benfica, na zona norte do Rio de Janeiro, na última quarta-feira, após decisão do presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Humberto Martins, que concedeu uma liminar permitindo que o prefeito afastado cumpra prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica. 

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O Ministério Público investiga um esquema de pagamento de propina na prefeitura – chamado de "QG da propina". O empresário Rafael Alves, também preso na mesma operação que Crivella, é apontado pelos procuradores com um dos líderes da organização criminosa ao lado do prefeito afastado. 

Trocas de mensagens entre eles, segundo os investigadores, indicam que o prefeito tinha ciência das ilegalidades supostamente cometidas no município. O inquérito contra Crivella foi aberto no ano passado com base na delação premiada de Sérgio Mizrahy, um agiota da zona sul da cidade. Ele alegou que lavava o dinheiro da organização criminosa operada por Crivella e Rafael Alves. 

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Marcelo Crivella foi preso na última terça-feira (22), a nove dias do fim do mandato. Ele disputou a reeleição e foi derrotado por Eduardo Paes (DEM), que toma posse em 1º de janeiro de 2021. Enquanto isso, o presidente da Câmara dos Vereadores, Jorge Felippe (DEM), assumiu interinamente a Prefeitura do Rio. O vice-prefeito Fernando Mac Dowell morreu em maio de 2018.