Mulher de 32 anos é morta pelo marido na frente das 4 filhas em MG

Em maio, a vítima já havia denunciado o companheiro

Estadão Conteúdo
29 de dezembro de 2020 às 11:13

 

Foto: Reprodução/ Facebook

Mais um feminicídio na madrugada de ontem, em Três Corações, na região sul de Minas, leva a pelo menos sete o número de assassinatos de mulheres por maridos, namorados ou ex-companheiros em apenas cinco dias do atual período de festas de fim de ano no Brasil. Dos sete crimes, dois foram cometidos a faca e na frente dos filhos.

Os assassinatos ocorreram, além de Minas Gerais, em Santa Catarina, onde foram registrados dois dos feminicídios, Paraná, Rio de Janeiro, Pernambuco e Rio Grande do Sul.

A mulher morta na madrugada de ontem em Minas foi identificada como Camila Miranda Bandeira, de 32 anos. Thiago da Silva Ribeiro, de 35 anos, suspeito do assassinato cometido a facadas, era marido dela. Ele foi preso.

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Em maio, a vítima já havia denunciado o companheiro. Segundo a Polícia Civil, ela não quis atendimento médico, não representou contra o companheiro e não pediu medida protetiva.

À época, segundo a polícia, o homem havia quebrado o celular da vítima. A corporação afirmou que no caso de dano patrimonial é necessária representação contra o autor.

No que se refere a medidas protetivas, conforme a Polícia Civil, a vítima precisa pedir na delegacia que elas sejam estabelecidas.

O crime foi na casa da família, na frente das quatro filhas do casal, todas menores. Segundo a Polícia Civil, o motivo seria ciúmes. A delegada responsável pelas investigações, Hipólita Brum de Carvalho, da Delegacia de Mulheres de Três Corações, afirma que a discussão começou por causa de um celular.

"O autor, desconfiando que a vítima o estava traindo, tomou o celular dela. Alterado, o homem a agrediu e a matou na frente das quatro filhas do casal", afirmou a delegada.

O homem foi encontrado pela Polícia Militar em uma rodovia.

Magistrada

Na véspera de Natal, a juíza Viviane Vieira do Amaral, de 45 anos, foi assassinada na Barra da Tijuca, no Rio, pelo ex-marido, Paulo José Arronenzi, de 53 anos, com 16 facadas. O crime foi cometido na frente das três filhas, que têm entre 7 e 9 anos. O assassino foi preso em flagrante.