SP fecha 7 escolas por casos confirmados e suspeitas de Covid-19

Secretário da Educação, Rossieli Soares, diz que funcionários e professores são testados; atividades serão retomadas após autorização da Vigilância Sanitária

Murillo Ferrari e Renan Fiuza, da CNN, em São Paulo
08 de fevereiro de 2021 às 10:47 | Atualizado 08 de fevereiro de 2021 às 11:08
Aluna é testada para Covid-19 em escola estadual de São Paulo
Foto: Divulgação/Governo de SP (15.out.2020)

O governo de São Paulo informou que 7 escolas foram fechadas no estado por causa de casos confirmados e suspeitos do novo coronavírus.

A volta presencial às salas de aula foi autorizada a partir desta segunda-feira (8), desde que respeitado o limite de ocupação de acordo com a fase do Plano SP em que a cidade de encontra. Os alunos que não puderem acompanhar as aulas nas escolas, devem fazê-lo remotamente.

“Temos hoje sete escolas que estamos monitorando no estado. Não tenho o número total de casos, mas não sou muitos. Normalmente um ou dois e algumas pessoas com sintomas”, afirmou o secretário da Educação, Rossieli Soares, em entrevista coletiva. 

Ele afirmou que os professores e funcionários dessas escolas estão sendo testados e que as atividades só serão retomadas com autorização da Vigilância Sanitária.

“Até o momento não podemos afirmar que haja qualquer surto, mas estamos fazendo todas as testagens”, completou.

Retorno escalonado

Mais de 5 mil escolas da rede estadual de ensino no estado de São Paulo podem voltar a ter aulas presenciais a partir de hoje (8). Ao todo, a rede tem mais de 3,3 milhões de alunos.

Nos municípios classificados nas fases vermelha ou laranja do Plano SP, haverá a presença limitada de até 35% dos alunos matriculados. Na fase amarela, o limite é de 70% dos estudantes; e na etapa verde, é admitida a presença de 100% dos alunos matriculados.

Em nota, o governo de SP informou que avaliará nas próximas duas semanas as condições para aumentar as porcentagens de limites diários de alunos. Além disso, cada unidade poderá definir como fará o rodízio de alunos e suas atividades presenciais e remotas.

Soares afirmou que caso o rodízio de alunos seja suspenso, todos deverão voltar às aulas presenciais. Nos casos em que os responsáveis não enviarem seus filhos, as escolas farão o procedimento padrão para abandono dos estudos, comunicando o Conselho Tutelar e as autoridades.

"A educação é obrigatória, isso não é opcional para a família, está previsto na Constituição como uma obrigatoriedade. Mas vamos pormenorizar com as escolas quando essa etapa chegar", afirmou.

Greve dos professores

Os professores da rede pública de ensino do estado decidiram fazer greve nas aulas presenciais a partir desta segunda-feira (8). Segundo o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), os profissionais vão trabalhar normalmente, mas de forma remota. 

A presidente do sindicato, Isabel Noronha, disse que a paralisação é uma greve sanitária, contra a volta das aulas em meio à pandemia de covid-19.

“Não há condições para um retorno seguro. As escolas não apresentam a mínima infraestrutura. Recebemos, a todo momento, fotos e vídeos de professores mostrando banheiros quebrados, lixo acumulado, goteiras, álcool em gel vencido. E tudo isso já está causando consequências graves”, declarou.

Sobre a greve, o secretário afirmou que o movimento está sendo monitorado, mas que a princípio a adesão não foi grande e nenhuma escola foi fechada por falta de professores. "Profissionais que não forem trabalhar serão descontados caso não apresentem justificava", afirmou.

(Com informações da Agência Brasil)