Sem carnaval: chave da cidade é entregue a profissionais da saúde no Sambódromo

Marquês de Sapucaí e a Apoteose ficarão iluminadas todas as noites até meia-noite.

Camille Couto e Jaqueline Frizon, da CNN, no Rio de Janeiro
12 de fevereiro de 2021 às 22:09
Chave do Carnaval é entregue a profissionais da saúde no Rio de Janeiro
Chave do Carnaval é entregue a profissionais da saúde no Rio de Janeiro
Foto: Jaqueline Frizon/CNN

As imagens revelam um Carnaval atípico, como o mundo nunca conheceu. Em 37 anos de existência, o palco do maior espetáculo da terra está vazio. No lugar das comemorações, o Sambódromo ganhou uma iluminação especial inspirada pelas cores das escolas de samba para homenagear as vítimas da Covid-19 na cidade. 

A abertura simbólica do Carnaval, este ano sem festa, também mudou a tradicional entrega da chave da cidade do prefeito para o Rei Momo. Dessa vez, o Rei Momo entregou a chaves da cidade para Eduardo Paes, e ele entregou nas mãos de profissionais da saúde que atuam na linha de frente no combate contra o coronavírus. 

“Nos próximos dias, é para não ir à festas e nem desfilar em blocos. Vamos curtir o carnaval de maneira diferente. A minha promessa, o meu compromisso, quero assumir aqui perante o Rei Momo: em 2022, faremos o maior carnaval da história. Vamos fazer uma celebração inesquecível, para compensar esse ano" - declarou o prefeito.

Até o sábado (20), quando seria realizado o Desfile das Campeãs, a Marquês de Sapucaí e a Apoteose continuaram iluminadas todas as noites até meia-noite. A cada 10 segundos, lembra as cores da Mangueira, Portela, Salgueiro e Mocidade Independente.

Todos anos, um público estimado em 5 milhões de pessoas movimentam os cinco dias de desfiles na Marquês de Sapucaí, levando em conta também a movimentação de camarotes, frisas e arquibancadas. Desse total de público, 1,1 milhões são turistas, sendo 150 mil vindos do exterior.