Governador do Acre pede ao Itamaraty policiamento na fronteira com o Peru

A fronteira entre o Brasil e o Peru está fechada desde março, mas muitos imigrantes têm vindo para o Brasil de forma clandestina

Leandro Resende
Por Leandro Resende, CNN  
16 de fevereiro de 2021 às 16:44 | Atualizado 16 de fevereiro de 2021 às 17:38

Com o sistema de saúde em colapso diante da alta nos casos de coronavírus, do surto de dengue e da falta de leitos no estado, o governador do Acre Gledson Camelli e a bancada de deputados federais do estado se reuniram com o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, para pedir aumento na fiscalização da fronteira do estado com o Peru.

O governo calcula que 500 pessoas estão vivendo ilegalmente na fronteira do país com a cidade de Assis Brasil, o que está contribuindo para pressionar o sistema de saúde local em meio ao colapso da rede. Não há leitos de UTI para Covid-19 no estado. 

A fronteira entre o Brasil e o Peru está fechada desde março, mas muitos imigrantes têm vindo para o Brasil de forma clandestina.

 

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O Itamaraty sinalizou ao governo do Acre que irá buscar apoio da Organização Internacional para as Migrações, agência da ONU para o tema, e prometeu buscar auxílio para auxiliar no policiamento da fronteira e aumentar os repasses financeiros para a cidade de Assis Brasil como forma de garantir saúde e comida para os imigrantes.

Na reunião de governadores com o ministro da Saúde Eduardo Pazuello, o governo do Acre irá pedir para que o estado também seja contemplado com um plano de vacinação em massa.

CNN mostrou, ontem, que o Ministério da Saúde irá defender que, a partir do próximo lote, sejam priorizados os estados onde a disseminação da nova cepa do novo coronavírus esteja comprometendo o sistema de saúde.

O Acre também solicitará apoio e doações dos estados para adquirir remédios para intubação, respiradores, monitores, equipamentos de proteção individual e testes para que seja feita uma feita testagem massiva do estado.