Polícia combate esquema de R$ 2 mi em furto de petróleo de dutos da Petrobras

Ministério Público e a Polícia Civil do Rio de Janeiro cumprem cinco mandados de prisão e quatorze de busca e apreensão; Operação ocorre em mais três estados

Thayana Araujo, da CNN, no Rio de Janeiro
02 de março de 2021 às 07:40 | Atualizado 02 de março de 2021 às 08:52

O Ministério Público e a Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagraram, nesta terça-feira (2), a operação “Porto Negro”, para cumprir cinco mandados de prisão e quatorze de busca e apreensão contra uma organização criminosa especializada em furto de petrólio diretamente de dutos da Transpetro/Petrobras. O prejuízo com as perfurações realizadas pela organização criminosa aproxima-se dos R$ 2 milhões.

Os mandados são cumpridos nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e no Rio de Janeiro. Neste último, os alvos são da Região Metropolitana do estado. Os promotores e agentes se dividiram entres as cidades do Rio de Janeiro, Duque de Caxias e Itaboraí. Quatro pessoas foram presas e um capitão da Polícia Militar do Rio é o único foragido.

O petróleo subtraído no Rio de Janeiro era transportado para a cidade de Rolândia/PR, para adulteração e posterior revenda. Na cidade paranaense, os agentes cumprem mandado de prisão e de busca e apreensão contra um empresário que recebia o petróleo furtado dessa organização criminosa.

Polícia Civil desarticula esquema de roubo de petróleo de dutos da Petrobras
Polícia Civil desarticula esquema de roubo de petróleo de dutos da Petrobras
Foto: Polícia Civil

As investigações duraram seis meses e começaram a após uma perfuração de dutos da Transpetro no município de Guapimirim, na Baixada Fluminense. Durante as investigações, interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça identificaram a atuação da mesma organização criminosa em duas outras perfurações para furto de petróleo em Nova Iguaçu e em Queimados, também na Baixada Fluminense. Neste último município, os suspeitos construíram um túnel subterrâneo para acesso ao duto e chegaram a alugar uma retroescavadeira para abertura de uma via de acesso para caminhões tanque ao local da retirada do petróleo.

O homem apontado como o líder da organização criminosa é um capitão da Polícia Militar. Ele foi identificado nas investigações como a pessoa que alugou a retroescavadeira utilizada para abertura de uma via de acesso e construção do túnel subterrâneo.

A Polícia Civil e o Ministério Público intensificaram as ações de inteligência e investigações contra grupos criminosos especializados em furto de petróleo diretamente de dutos da Transpetro/Petrobras, para tentar reduzir os impactos financeiros e ambientais desta prática.