Não vou abrir hospital de qualquer jeito, afirma secretário de Saúde do RJ

Carlos Alberto Chaves afirma que antes dele a corrupção era forte e emparelhada no estado

Marcela Monteiro, da CNN no Rio de Janeiro
03 de abril de 2021 às 14:05 | Atualizado 03 de abril de 2021 às 14:06
Leitos de UTI no Hospital Ronaldo Gazzola, na zona norte do Rio de Janeiro
Leitos de UTI no Hospital Ronaldo Gazzola, no Rio de Janeiro: situação do estado piorou nas últimas semanas
Foto: Wilton Júnior/Estadão Conteúdo (10.mar.2021)

 O secretário Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, Carlos Alberto Chaves, voltou a falar que a saúde estava degradada e que a corrupção imperava quando ele chegou na pasta. Ele também disse que não irá abrir hospitais de campanha sem planejamento.

As declarações foram feitas nesse sábado, 3, na inauguração do Hospital Modular de Nova Iguaçu quando foi questionado sobre o atraso na entrega da unidade.

“Hoje em dia, ainda vamos fazer as coisas erradas? Não pode ser. Não vamos fazer como os hospitais de campanha que não funcionavam. Precisamos de tranquilidade e também um pouco de frieza para tomar as decisões”.

 Chaves disse que haviam irregularidades no local do hospital. Afirmou também que desmontar toda a estrutura foi inviável e que ainda precisaram lidar com problemas sérios relacionados às licitações.

“Agora está tudo certo e tudo foi avisado aos órgãos de controle. Se não viraria caos e o único prejudicado é o paciente”, afirma.  

O secretário criticou ainda o fato de muitos profissionais que estão na linha de frente não terem sido imunizados. “Temos pessoas do Samu sem vacina e são os próprios aplicadores", diz.

O governo do estado cogita fazer interdições em municípios para vacinar grupos específicos. Segundo Chaves, os profissionais da saúde (que ainda não foram contemplados), segurança e de ensino, por exemplo, deveriam ser prioridades. 

Carlos Alberto Chaves é o quarto nome a assumir a pasta durante a pandemia do novo coronavírus.