Novo advogado diz que mãe de Henry considera refazer depoimento à polícia

Em nota enviada à imprensa, o novo escritório da professora diz que 'o momento é de estudo e análise do inquérito policial'

Leandro Resende e Pedro Duran, da CNN, no Rio de Janeiro
12 de abril de 2021 às 21:24 | Atualizado 17 de abril de 2021 às 15:38

Thiago Minagé, o novo advogado da professora Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, 4 anos, disse à CNN que considera levar a cliente para um novo depoimento à polícia. Minagé está estudando o inquérito penal antes de decidir qual será a estratégia.

Em nota enviada à imprensa, o novo escritório da professora diz que “o momento é de estudo e análise do inquérito policial”, que a única estratégia da defesa é “atuar com a verdade” e que eles irão trabalhar “com os fatos conforme ocorreram”.

Com a mudança, o escritório de André França Barreto passa a defender apenas o vereador Jairo Souza Santos Junior, conhecido como Doutor Jairinho.

França Barreto visitou Monique no presídio na tarde desse domingo (11). Em nota, ele informou que orientou “a família da Monique, e a própria Monique, ontem, quando estive com ela em Niterói, que, com a prisão, e a existência desses prints (que nós só temos conhecimento pela mídia), seria importante que ela constituísse um advogado para ela”.

Henry Borel, de 4 anos, morreu em 8 de março
Henry Borel, de 4 anos, morreu em 8 de março; padrasto e mãe falam em acidente, mas polícia investiga agressão
Foto: Reprodução/Instagram

 

A defesa independente de Monique pode mudar o rumo das investigações e da denúncia em si. Entre os novos fatos revelados depois do depoimento de Monique, a polícia descobriu que ela comprou uma câmera espiã para colocá-la em sua casa. Os investigadores desconfiam que era uma tentativa de flagrar as agressões.

Monique também chegou a questionar a prima, pediatra, se não deveria levar Henry para um neurologista ou psiquiatra para investigar o que estava acontecendo com a saúde mental dele. 

Os depoimentos mostram ainda que os advogados contratados pela família de Jairinho, do escritório França Barreto, fizeram pré-entrevistas com a babá e com a funcionária do lar, que de alguma forma estavam ligadas financeiramente ou por outros vínculos com a família do Dr. Jairo.