Ecko, chefe da maior milícia do Rio, morre após ser baleado pela polícia

Miliciano era foragido da Justiça e procurado por crime de homicídio

Camille Couto, da CNN, no Rio de Janeiro
12 de junho de 2021 às 09:52 | Atualizado 12 de junho de 2021 às 16:32

O maior chefe da milícia do estado do Rio de Janeiro e um dos mais procurados no portal de denúncias do Mistério da Justiça, Wellington da Silva Braga, conhecido como Ecko, morreu neste sábado (12) após ser atingido por disparos em uma operação da Polícia Civil em Paciência, na Zona Oeste da capital. 

A morte do criminoso foi confirmada pela assessoria de imprensa da Polícia Civil. Ecko chegou a ser socorrido e encaminhado para o Hospital Municipal Miguel Couto, na zona sul do Rio,  mas não resistiu aos ferimentos. 

Ecko era foragido da Justiça e procurado por crime de homicídio. O miliciano, que nunca foi militar, comandava o grupo conhecido como “Liga da Justiça”. Sua ascensão ocorreu após a morte de seu irmão Carlos Alexandre Braga, o Carlinhos três pontes em abril de 2017.  Segundo a polícia, ele lucrava através do tráfico de drogas e extorsões de comerciantes. 

De acordo com investigações da Delegacia de Repreensão as Ações Criminosas organizadas (DRACO), o miliciano tinha uma aliança com traficantes da facção TCP (terceiro comando puro), que recrutava ex-traficantes para a sua quadrilha e permitia o comércio de entorpecentes na comunidade, e assim, dividiam os lucros das vendas.

Foto: Reprodução

Com expansão das atividades ilícitas, o criminoso chamou atenção dos investigadores pela movimentação financeira. A Justiça do Rio autorizou o bloqueio e o sequestro de bens de empresas e desencadeou uma operação em 2019, que cumpriu 11 mandados de busca e apreensão.

O Ministério Público do Rio afirmou que a milícia de Ecko, com a parceria do seu outro irmão, Luís Antônio da Silva Braga, o Zinho,  lavou o dinheiro de suas atividades criminosas com o auxílio de grandes empresas.

A operação, batizada de Dia dos Namorados, é parte da Força-Tarefa de Combate às Milícias, criada em outubro de 2020, com o objetivo de asfixiar o braço financeiro das organizações criminosas.

A ação deste sábado foi coordenada pelo Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), com apoio da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), da Delegacia de Defesa de Serviços Delegados (DDSD), da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC), da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), da Subsecretaria de Inteligência (Ssinte), da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE) e do Serviço Aeropolicial (SAER).