Secretário de SP: Na 1ª semana de agosto, teremos muito mais alunos nas escolas

Rossieli Soares afirma que o segundo semestre de 2021 será o 'semestre da educação básica'

Rodrigo Maia, da CNN, em São Paulo
14 de junho de 2021 às 13:56

Após o governo de São Paulo antecipar a vacinação e prometer que todos os adultos serão imunizados contra a Covid-19 até dia 15 de setembro, a volta das atividades presenciais nas escolas do estado ganhou mais força.

Em entrevista exclusiva à CNN, o secretário de Educação, Rossieli Soares, afirmou que o segundo semestre deste ano será com os estudantes dentro das escolas no maior número possível. Segundo Rossieli, haverá um novo regramento que deve olhar muito mais para capacidade de distanciamento mínimo de 1 metro, conforme recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS).

“A vacinação nos dá mais condições de acelerar a volta [das atividades presenciais]. Ainda não tem um anúncio fechado, pois estamos conversando com a coordenação do Centro de Contingência e os profissionais da saúde. De qualquer forma, a maioria dos professores recebeu vacina da Pfizer e da Astrazeneca que, já na primeira dose, traz um altíssimo grau de proteção. Uma resolução com a volta dos profissionais da educação às atividades presenciais deve ser apresentada nesta semana”, afirma Rossieli.

Recuperação de conteúdo

Em relação ao conteúdo perdido durante os últimos 15 meses, o secretário adiantou que haverá recuperação tanto no turno como no contraturno e que se for preciso contratar mais professores e comprar novos materiais, tudo será feito para ajudar essa geração de alunos impactados pela pandemia.

“Se não priorizarmos a educação, não há como se falar em avanço e transformação. O impacto da educação na economia, na empregabilidade é gigantesco. Se não priorizarmos a educação, nossa economia vai patinar onde poderia estar se desenvolvendo mais. E esse problema começa na educação básica. Por isso, o primeiro fator é voltarmos às aulas”, disse Rossieli. 

Consequências socioemocionais do isolamento

Um dos pontos que mais preocupa educadores e especialistas, após esse longo período sem aulas ou sem atividades presenciais, é a questão socioemocional de alunos e professores. Neste sentindo, o secretário admite o problema, mas afirma que o governo está atento à situação: “A gente não consegue enxergar ainda o tamanho do prejuízo socioemocional que a gente tem. Desenvolvemos material de formação durante toda a pandemia com foco no desenvolvimento dessas competências durante as atividades de cada componente [curricular]."

A formação vai ocorrer tanto para alunos como para professores, mas a volta ao modelo presencial é o principal fator, segundo Rossieli: “Sem alfabetização, a dificuldade de avançar nas disciplinas é muito grande. Estamos olhando para o futuro e para o desenvolvimento dessas habilidades. A educação é sempre um pilar fundamental para a nossa sociedade.”