Caso Marielle: Ronnie Lessa e outros 4 são condenados por destruição de provas

Ronnie Lessa é suspeito de ter matado Marielle Franco e Anderson Gomes

Gregory Prudenciano e Isabelle Resende, da CNN, em São Paulo e no Rio de Janeiro
10 de julho de 2021 às 19:40 | Atualizado 10 de julho de 2021 às 20:32
Ronnie Lessa
O ex-policial Ronnie Lessa é um dos suspeitos de ter matado Marielle Franco e Anderson Gomes
Foto: Divulgação

Suspeito de envolvimento nos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, o policial militar reformado Ronnie Lessa foi condenado pela Justiça do Rio de Janeiro por ocultação e destruição de provas do caso, informou neste sábado (10) o Tribunal de Justiça do estado.

Além de Ronnie Lessa, a mulher e o cunhado do suspeito, Elaine Lessa e Bruno Figueiredo, e outras duas pessoas também foram condenadas. Segundo a Justiça, todos participaram de uma ação, em 13 de março de 2019, para destruir armas que estavam escondidas em um apartamento de Ronnie Lessa no Rio de Janeiro. A operação aconteceu praticamente um ano depois das mortes de Marielle e Anderson. 

Ronie Lessa, suspeito de ter cometido os homicídios, foi condenado a quatro anos e seis meses de prisão por ocultar armas que estariam envolvidas nos crimes, enquanto os outros quatro foram condenados a quatro anos de reclusão por terem retirado as armas de Lessa do apartamento.

Segundo a polícia, as armas foram jogadas no mar da Barra da Tijuca, também no Rio de Janeiro. 

A advogado de Ronnie Lessa, Bruno Castro, disse em nota que a condenação de seu cliente está baseada "em coisa nenhuma" e que ele "foi condenado por possuir armas que sequer foi comprovado que existiam". "Há um estado de exceção judicial no que tange aos acusados, em especial ao Ronnie Lessa", pontuou. 

Lessa segue preso em regime fechado na penitenciária de segurança máxima de Porto Velho, em Rondônia, onde cumpre pena com Élcio Queiroz, outro ex-policial acusado pelas mortes de Marielle e Anderson. 

Os outros quatro condenados tiveram as penas de prisão convertidas em prestação de serviços. Eles também precisarão passar cinco horas por dia, aos sábados e domingos, em casas de albergado ou em alguma instituição que ainda será definida pela Justiça.