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    Adolescente de 13 anos morre após briga em escola no litoral de SP

    Jovem teve três paradas cardiorrespiratórias uma semana depois de ser agredido por colegas

    Fachada da Escola Estadual Professor Julio Pardo Couto
    Fachada da Escola Estadual Professor Julio Pardo Couto Reprodução/Google Street View

    Bruno LaforéFelipe SouzaJulia Fariasda CNN

    O adolescente Carlos Teixeira Gomes Ferreira Nazara, de 13 anos, morreu na última terça-feira (16), uma semana após ser vítima de agressão por colegas de escola. A briga aconteceu no interior da Escola Estadual Júlio Pardo Couto, em Praia Grande, município do litoral paulista.

    O pai da vítima, Julisses Fleming, contou à CNN que foi chamado ao colégio no dia 9 de abril, quando foi informado por uma das gestoras do colégio que seu filho havia caído da escada. O garoto desmentiu a versão da funcionária e contou que foi agredido por três colegas.

    De acordo com a família, Carlos foi abordado pelos demais alunos no banheiro da escola. Posteriormente, os adolescentes se jogaram sobre ele. Neste dia, o jovem chegou a chorar de dor em casa e a família notou que as costas do garoto aparentavam ter entortado. O garoto se queixou de dor, falta de ar e apresentou febre.

    No mesmo dia, Carlos foi atendido em um hospital municipal de Praia Grande, onde recebeu uma injeção e teve alta. Nos dias seguintes, o menino chegou a passar por consultas em outras unidades de saúde do município. Segundo Julisses, o filho chegou a ser diagnosticado com luxação e estresse pós-traumático em decorrência do bullying que vinha sofrendo no colégio.

    A família, então, buscou ajuda em Santos, cidade vizinha. Uma semana depois do episódio de agressão, o adolescente teve três paradas cardiorrespiratórias e morreu na Santa Casa de Misericórdia de Santos.

    O corpo de Carlos Teixeira permanece no Instituto Médico Legal (IML), onde passa por exames necroscópicos. Inicialmente, o caso foi registrado na polícia civil como morte suspeita. As investigações seguem em andamento.

    A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) lamentou o ocorrido e disse que  a Diretoria de Ensino de São Vicente instaurou uma apuração preliminar interna do caso. A pasta afirmou que está colaborando com as informações.

    Em nota, a Prefeitura de Praia Grande disse que está analisando todos os procedimentos adotados no atendimento efetuado no pronto-socorro da cidade.