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    Aeroporto de Guarulhos tem 68 afegãos acampados em busca de refúgio

    Posto avançado da prefeitura atende famílias no terminal paulista

    Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo
    Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo Rovena Rosa/Agência Brasil

    Daniel Melloda Agência Brasil

    O Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, conta, no momento, com 68 pessoas vindas do Afeganistão em busca de refúgio. O fluxo de viajantes do país aumentou após ascensão ao poder do Talibã.

    A Prefeitura de Guarulhos instalou no Terminal 2 do aeroporto o Posto Avançado de Atendimento Humanizado ao Migrante.

    Segundo a administração municipal, as famílias afegãs estão sendo atendidas pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Assistência Social, que oferece alimentação, água, kits de higiene e cobertores para quem está dormindo no aeroporto.

    Por causa da “elevada demanda de refugiados chegando ao Brasil”, o município inaugurou uma residência transitória para migrantes e refugiados no último dia 10 de agosto.

    No entanto, a residência, que dispõe de 27 vagas, já está lotada. Por isso, a Secretaria de Desenvolvimento Social está em contato com o governo estadual e instituições parceiras para encontrar outros locais que possam receber as pessoas que continuam chegando no aeroporto.

    Conforme informações da Polícia Federal, em julho, chegaram ao Brasil pelo Aeroporto de Guarulhos 407 afegãos; em agosto, 292; e até ontem, 14 de setembro, 459. Em setembro do ano passado, entraram por Congonhas, 12 afegãos e, em outubro, 57.

    Talibã

    Nesta quinta-feira (15) completou um ano que os Estados Unidos retiraram suas tropas do Afeganistão depois de 20 anos de ocupação. Na ocasião, o presidente afegão Ashraf Ghani deixou o país, e os talibãs assumiram o controle do palácio presidencial.

    O Talibã se tornou conhecido como um grupo religioso fundamentalista na primeira metade da década de 1990 e foi organizado por rebeldes que haviam recebido apoio dos Estados Unidos e do Paquistão para combater a presença soviética no Afeganistão, que durou de 1979 a 1989, em meio à Guerra Fria.

    A chegada ao poder foi consolidada em 1996, com a tomada da capital, Cabul.

    Uma vez no controle do governo, o Talibã promoveu execuções de adversários e aplicou sua interpretação da Sharia, a lei islâmica.

    Um violento sistema judicial foi implantado: pessoas acusadas de adultério podiam ser condenadas à morte e suspeitos de roubo sofriam punições físicas e até mesmo mutilações.

    O uso de barba se tornou obrigatório para os homens, e as mulheres não poderiam ser vistas publicamente desacompanhadas dos maridos. Além disso, elas precisavam vestir a burca, cobrindo todo o corpo. Televisão, música e cinema foram proibidos, e as meninas não podiam frequentar a escola.

    A ocupação dos Estados Unidos foi uma reação aos ataques às torres gêmeas do World Trade Center, arranha-céus situados em Nova York. Dois aviões atingiram os edifícios em 11 de setembro de 2001, levando-os ao chão e causando quase 3 mil mortes. Os EUA acusaram o Talibã de dar abrigo ao grupo terrorista Al Qaeda, que assumiu a autoria do atentado.

    Em outubro de 2001, tiveram início as operações militares no Afeganistão.

    Os radicais, entretanto, conseguiram retomar o controle do país no ano passado, implantando um novo governo fundamentalista.