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    Inundações no Afeganistão deixam quase 100 mortos

    O evento é parte de uma série de desastres que atingem o país e que já causaram mais de 1.000 vítimas fatais

    Uma minivan é rebocada das águas da enchente no distrito de Khushi em Logar, Afeganistão, em 21 de agosto de 2022
    Uma minivan é rebocada das águas da enchente no distrito de Khushi em Logar, Afeganistão, em 21 de agosto de 2022 Reuters

    Tara SubramaniamMasoud Popalzaida CNN

    Inundações repentinas mataram pelo menos 95 pessoas, feriram centenas de outras e varreram milhares de casas no Afeganistão, disseram autoridades do país atingido pela crise na terça-feira (23).

    As mortes ocorreram em dez províncias nos últimos dez dias, enquanto o país se recupera de uma crise econômica e humanitária exacerbada pelas sanções ocidentais impostas depois que o Talibã voltou ao poder, no ano passado.

    O clima extremo também ocorre quando o vizinho Paquistão sofre inundações implacáveis. A Autoridade de Gestão de Desastres disse que as enchentes mataram 820 pessoas desde meados de junho, com quase 320 mil casas danificadas ou destruídas e 129 pontes afetadas.

    Afegãos deslocados após fortes inundações no distrito de Khushi de Logar, Afeganistão, em 21 de agosto de 2022 / Reuters

    No Afeganistão, o vice-ministro de Gestão de Desastres, Mawlawi Sharafuddin Muslim, disse à CNN que a assistência alimentar de emergência foi enviada para muitas áreas afetadas pelas enchentes e que as organizações de ajuda prometeram fornecer assistência emergencial, mas que isso pode não ser suficiente.

    “O inverno está chegando em breve e essas famílias afetadas, que incluem mulheres e crianças, não têm abrigo para morar. Todas as suas fazendas e pomares foram completamente destruídos ou suas colheitas foram danificadas”, disse Muslim.

    “Se essas pessoas não forem ajudadas a voltar à normalidade, sua situação definitivamente vai piorar nas próximas semanas e meses.”

    O Afeganistão foi recentemente atingido por uma série de desastres naturais e eventos climáticos extremos, incluindo um terremoto em junho que matou mais de 1.000 pessoas.

    Muslim pediu às organizações humanitárias, às Nações Unidas e à comunidade global que ajudem os afegãos afetados pelas enchentes não apenas com assistência emergencial como comida, abrigo e remédios, mas também a longo prazo, já que muitas pessoas perderam suas casas, meios de subsistência e fontes de água.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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