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    Após ataque em escola em SP, Lula diz que não se pode “normalizar” jovens armados

    Presidente prestou solidariedade à família da vítima e das jovens que ficaram feridas no ataque

    Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia no Palácio do Planalto
    Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia no Palácio do Planalto 27/09/2023 REUTERS/Ueslei Marcelino

    Flávio Ismerimda CNN

    São Paulo

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lamentou nesta segunda-feira (23) o ataque com arma em uma escola da zona leste de São Paulo e afirmou que não se pode tratar o acesso de jovens a armas e eventos desse gênero como algo normal.

    “Não podemos normalizar armas acessíveis para jovens na nossa sociedade e tragédias como essas”, escreveu Lula em suas redes sociais.

    Na publicação, o chefe do Executivo prestou seus sentimentos aos familiares da jovem que morreu no ataque e das duas que ficaram feridas.

    O presidente, que participou em vídeo de uma entrega do Minha Casa, Minha Vida nesta segunda-feira, lembrou que pediu ao ministro das Cidades, Jader Filho, que colocasse bibliotecas em todas as unidades habitacionais do programa.

    “Criança não é pra ter acesso a arma. É pra ter acesso aos livros”, declarou Lula.

    Entenda o caso

    De acordo com informações da Polícia Militar, o incidente ocorreu por volta das 7h30, quando a polícia e os bombeiros foram acionados para lidar com a situação na escola. As autoridades ainda estão investigando as circunstâncias da ocorrência.

    Três estudantes do sexo feminino foram baleadas e encaminhadas ao Hospital Estadual de Sapopemba para atendimento. Uma delas não resistiu aos ferimentos e morreu.

    A quarta vítima sofreu ferimentos na mão durante a correria.

    “Ele saiu atirando sem olhar quem”

    Bianca Arantes é esteticista e vizinha da Escola Estadual Sapopemba, além de irmã de um estudante, que estava no colégio no momento do ataque. Ela conversou por telefone com a CNN.

    “Meu irmão me ligou e contou que estava tendo tiroteio na escola. Ele disse que já estava perto da saída e eu pedi pra ele correr sem olhar pra trás. Peguei o carro e desci até a escola. Coloquei no carro, meu irmão, dois amigos dele e duas meninas que nunca vi na vida. Trouxe todos pra casa, só tem um aqui agora, o restante os pais já vieram buscar”, contou.

    “Uma menina que estava aqui era da sala onde teve os tiros. Um aluno que sofria bullying vinha avisando as meninas que ia fazer um massacre. Hoje ele saiu da sala e voltou atirando. Inicialmente pensaram que era uma bombinha. Ele saiu atirando sem olhar quem. Depois foi atrás das vítimas na escada. Foi uma correria”, completou Bianca.

    Veja também: Deputados debatem se policiais devem reforçar a segurança dentro de escolas