Após prisão de traficante em Moçambique, DF pede transferência de líderes do PCC
Governo do DF aponta risco à integridade dos três poderes

O Governo do Distrito Federal recorreu, nesta terça-feira (14), no Supremo Tribunal Federal de uma decisão que negou a transferência de líderes de uma facção criminosa PCC da Penitenciária Federal de Brasília.
Em fevereiro, o ministro Luís Roberto Barroso, do STF, rejeitou um pedido do governo do DF para que fosse feita a transferência de chefes do PCC (Primeiro Comando da Capital, entre eles o traficante Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, condenado a 330 anos de prisão por diversos crimes.
O recurso de agora foi motivado pela prisão de Gilberto Aparecido dos Santos, conhecido como Fuminho, em Moçambique. Ele é apontado com um dos principais fornecedores de cocaína para a facção e suspeito de ser o financiador de um plano para resgatar Marcola.
A descoberta desse plano culminou com a decretação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), no perímetro da Penitenciária Federal de Brasília, em fevereiro de 2020.
O argumento central da ação apresentada pelo governo local é de aumento de risco à integridade de autoridades dos três poderes, como ministros de Estado, parlamentares, ministros de tribunais superiores, além de representações estrangeiras.