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    Após queda, mortes por policiais sobem 9,4% no primeiro semestre do ano em São Paulo

    SSP registrou 221 mortes em decorrência de intervenção policial 2023 contra 202 no ano passado

    Viaturas da Polícia Militar de São Paulo
    Viaturas da Polícia Militar de São Paulo Divulgação/Governo de SP

    Carolina Figueiredoda CNN

    As chamadas mortes em decorrência de intervenção policial subiram 9,4% nos seis primeiros meses deste ano em São Paulo em comparação ao mesmo período do ano passado.

    Foram 221 registros de mortes em 2023, ante 202 no mesmo período de 2022, conforme dados divulgados nesta terça-feira (25) pela Secretaria de Segurança Pública (SSP).

    As ocorrências incluem as mortes provocadas por policiais militares e civis, em serviço e de folga. Uma queda de 41% tinha sido registrada entre os primeiros semestres de 2021 e 2022.

    O aumento deste ano foi puxado pelas ocorrências envolvendo agentes em serviço, que subiram 28,57% no primeiro semestre — de 133 para 171.

    Nos últimos anos, as mortes causadas pela polícia no estado vêm apresentando uma significativa queda. Em 2022, essas ocorrências caíram para o menor patamar desde 2001. Especialistas e autoridades, que classificam a queda como “significativa”, apontam o uso das câmeras corporais, aquisição de mais armas não letais e a criação de órgãos de fiscalização da conduta dos policiais como as principais razões para a queda da letalidade policial.

    Procurada pela CNN, a SSP afirmou que, em 99,76% das ocorrências policiais, não houve registro de mortes em confronto e disse que investe continuamente em políticas públicas visando a diminuição do número de mortes em decorrência de intervenção policial.

    Veja a nota na íntegra abaixo.

    A SSP esclarece que, de acordo com critérios técnicos, os casos de MDIP em serviço e as ocorrências envolvendo policiais de folga não devem ser equiparadas ou comparadas, vez que apresentam dinâmicas completamente distintas. No primeiro semestre de 2023, as forças policiais detiveram um total de 95.394 pessoas, representando um aumento de 8,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, sendo que em 99,76% dessas ocorrências não houve registro de mortes em confronto.

    Os números mostram que a principal causa das mortes decorrentes de intervenção policial não é a atuação da polícia, mas sim a opção do confronto feita pelo infrator, que subjuga as vítimas colocando-as em risco, assim como todos os participantes da ação. Todos os casos dessa natureza são rigorosamente investigados pelas respectivas corregedorias, encaminhados ao Ministério Público e julgados pelo Poder Judiciário.

    A Pasta continua investindo de forma contínua no treinamento do efetivo e na implementação de políticas públicas para reduzir as mortes decorrentes de intervenção policial (MDIP), que incluem o aprimoramento constante dos cursos e treinamentos.

     

    Dados

    2023 — 1º semestre

    • PMs de folga — 46
    • PMs em serviço — 155
    • Civis em folga — 4
    • Civis em serviço — 16
    • Total: 221

    2022 — 1º semestre

    • PMs de folga — 58
    • PMs em serviço — 123
    • Civis em folga — 11
    • Civis em serviço — 10
    • Total: 202

    2021 — 1º semestre

    • PMs de folga — 58
    • PMs em serviço — 272
    • Civis em folga — 6
    • Civis em serviço — 7
    • Total: 343