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    Após Sabesp e Copasa, Corsan também deixa associação pró-mudanças no saneamento

    Uma das empresas estaduais de água e esgoto mais importantes do país seguiu movimento e juntou-se à entidade que reúne concessionárias privadas

    Caixa d'água da Corsan, Companhia Riograndense de Saneamento
    Caixa d'água da Corsan, Companhia Riograndense de Saneamento Corsan

    Daniel Rittnerda CNN

    em Brasília

    A Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), uma das empresas estaduais de água e esgoto mais importantes do país, seguiu movimento iniciado pela Sabesp (SP) e pela Copasa (MG): resolveu sair da associação de estatais do setor e juntar-se à entidade que reúne concessionárias privadas.

    A decisão da Corsan foi motivada pelos dois decretos assinados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na quinta-feira (6), que flexibilizam o Marco Legal do Saneamento Básico em vigência desde 2020.

    Os decretos voltam a permitir contratos diretos entre municípios e companhias estatais, sem licitação, e dão uma nova chance às empresas que descumpriram o prazo para comprovar capacidade econômico-financeira de fazer os investimentos necessários para a universalização dos serviços até 2033.

    Em reação aos atos, a Sabesp e a Copasa decidiram sair da Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento (Aesbe), que foi a principal defensora das mudanças junto ao governo.

    A Corsan se juntou ao movimento, anunciou saída da Aesbe e informou que pleiteará entrada na Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon).

    Nos bastidores, comenta-se que a Sanepar (PR) também pode seguir os mesmos passos. A companhia paranaense tem capital aberto na B3.

    Em dezembro, a Corsan foi privatizada e o grupo Aegea arrematou o leilão, por R$ 4,15 bilhões.

    O contrato de transferência do controle, no entanto, ainda não foi assinado por causa de liminares judiciais.