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    Após tragédia no litoral de SP, ministério dará início a Plano de Proteção e Defesa Civil

    Projeto do Ministério da Integração vai estabelecer diretrizes para gestão de riscos e desastres no país

    Agentes da Defesa Civil em ação conjunta com equipes de resgate no entorno das casas da Vila Sahy, antiga Vila Baiana, em São Sebastião
    Agentes da Defesa Civil em ação conjunta com equipes de resgate no entorno das casas da Vila Sahy, antiga Vila Baiana, em São Sebastião Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo

    Matheus Meirellesda CNN

    em São Paulo

    O ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, vai dar início à elaboração do Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil, com o objetivo de estabelecer estratégias para a gestão de riscos e desastres no Brasil.

    O contrato será assinado nesta terça-feira (28), em Brasília, nove dias após os deslizamentos de terra provocados por um temporal no Litoral Norte de São Paulo, que matou pelo menos 65 pessoas.

    O objetivo é formalizar os procedimentos a serem tomados em curto, médio e longo prazo, para evitar incidentes e traçar um plano de ação quando desastres ocorrerem.

    A professora Adriana Leiras, coordenadora do projeto, explica que o mapeamento das áreas de risco entra na etapa de prevenção, com estratégias que possam mitigar os efeitos de desastres, enfrentando as mudanças climáticas.

    “Desastres como o de São Sebastião trazem a atenção para questões que a gente já vem abordando na academia há algum tempo. O Plano Nacional vai cobrir 5 pontos eixos de atuação da Defesa Civil: prevenção, mitigação, resposta e recuperação”, ressaltou.

    O documento será elaborado sob a supervisão da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.

    Os trabalhos serão coordenados pela professora Adriana Leiras, do Laboratório Humanitarian Assistance and Needs for Disasters (HANDS), do Departamento de Engenharia Industrial do Centro Técnico Científico da PUC do Rio de Janeiro.

    O reitor da PUC-RJ, padre Anderson Antonio Pedroso, apontou a importância do trabalho interdisciplinar com diversos entes da sociedade na elaboração do plano.

    “O projeto faz repensar o papel da universidade. A ciência e a tecnologia têm um papel decisivo no desenvolvimento do país, mas, tudo isso tem que ser feito de forma convergente com outros atores da sociedade. Esse projeto espelha essa lógica sistêmica em que existe a ciência, os atores locais e o governo com políticas públicas”, destacou.

    A equipe técnica responsável pela elaboração é formada por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, da Universidade Metodista de São Paulo e da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.