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    Racismo ambiental precisa ganhar mais visibilidade, defende ativista

    À CNN Rádio, Jáhzara Oná afirmou que há urgência de investimento em políticas públicas para melhorias na saúde, educação e áreas sociais, que estão ligadas ao meio-ambiente

    Equipe de resgate em São Sebastião, no litoral de São Paulo
    Equipe de resgate em São Sebastião, no litoral de São Paulo Prefeitura de São Sebastião

    Amanda Garciada CNNLetícia Vidica

    O racismo ambiental é um tema que precisa ganhar visibilidade, na visão da ativista socioambiental Jáhzara Oná.

    Mulher negra e periférica de 18 anos, ela explicou, à CNN Rádio, no CNN No Plural, que “falta dar visibilidade para que algo seja feito, e a urgência é investimento em políticas públicas, com melhoria na saúde, educação e áreas sociais”, defendeu.

    Para a ativista, é importante associar a questão social com a ambiental: “Quando se fala do ambiental se pensa só na fauna e flora, mas não é assim, em especial quando se leva em conta a crise climática, por exemplo”.

    Jáhzara contou como surgiu o termo racismo ambiental.

    “Em meados de 1980, o ativista norte-americano Dr. Benjamin Franklin Chavis Junior percebeu que, na comunidade em que vivia, as pessoas estavam sendo afetadas pelo lixo tóxico.”

    Na investigação dele, ele descobriu que outras comunidades negras nos EUA passavam pelo mesmo problema, num “produto do racismo estrutural.”

    “Trazendo para a nossa realidade, o racismo ambiental acontece em deslizamentos, enchentes, falta de saneamento, regiões não-demarcadas”, disse.

    Os casos extremos, a exemplo das chuvas em São Sebastião, no litoral de São Paulo, por exemplo, afetam, em sua maioria, “pessoas negras, periféricas, mulheres.”

    *Com produção de Isabel Campos