Arthur Virgílio critica Bolsonaro e agradece Emmanuel Macron e Greta Thunberg

Prefeito de Manaus, que se recuperou da Covid-19, disse que situação da doença está controlada na cidade, mas se preocupa com restante do estado

Da CNN, em São Paulo

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Recuperado da Covid-19 após 22 dias de internação, o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio (PSDB), criticou, em entrevista à CNN, a atuação do governo federal no combate ao novo coronavírus. “O presidente [Jair Bolsonaro] às vezes me lembra o presidente Delfim Moreira [no surto de gripe espanhola], alheio a tudo enquanto outras pessoas tentam fazer o dia a dia da gestão. Bolsonaro conseguiu desarmar o MEC e em plena a pandemia, o ministério da Saúde. O Brasil vive hoje posição vexatória no mundo em relação a Covid-19.”

Virgílio relembra que no início da pandemia no Brasil, Manaus foi um dos focos do contágio e que recebeu pouca ajuda do Governo Federal. “Recebi apenas R$ 21 milhões governo federal. Tivemos que trabalhar com recursos próprios. Recebemos mais ajuda de outros países, em especial a França e Emmanuel Macron, que enviaram o maior montante. Agradeço também Greta Thunberg, que é uma pessoa séria. Ela ganhou um prêmio que parte dele irá para o SOS Amazônia”, disse.

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Questionado sobre a situação atual de Manaus em relação a pandemia, Virgílio disse que a questão está controlada na capital, mas que se preocupa com o restante do estado. “Manaus está bem, mas não digo que o Amazonas está bem. O Amazonas é indefeso”, disse. “O SUS não é nada no estado. Dos 61 municípios fora Manaus, nenhum tem armas para enfrentar a doença. Há muita subnotificação. Tem gente que pode estar enterrando parentes dentro do seu quintal”, completou. 

(Edição: Leonardo Lellis)

 

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