Bailarino e coreógrafo Ismael Ivo morre aos 66 anos

Ismael Ivo foi o primeiro bailarino negro a dirigir o Balé da Cidade de São Paulo

Diretor brasileiro na Bienal de Danza 2010, Ismael Ivo comparece ao photocall no Ca 'Giustinian, em Veneza, Itália.
Diretor brasileiro na Bienal de Danza 2010, Ismael Ivo comparece ao photocall no Ca 'Giustinian, em Veneza, Itália. Foto: Barbara Zanon/Getty Image

Weslley Galzo, da CNN, em São Paulo

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 O bailarino, coreógrafo, curador e diretor de balé Ismael Ivo morreu na noite da última quinta-feira (8) em São Paulo. Ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês e, embora não haja confirmação oficial sobre a causa, amigos citam complicações da covid-19, ao lamentar a morte do bailarino nas redes sociais.  

Nascido na periferia da cidade de São Paulo, no bairro da Vila Ema, na zona Leste, Ivo deixou o Brasil nos anos 1980 para representar o balé brasileiro em importantes circuitos da dança ao redor do mundo. Ele foi responsável pela criação do Festival ImpulsTanz, na Áustria, e dedicou boa parte da carreira ao trabalho como diretor do Teatro Nacional Alemão e do festival de dança da Bienal de Veneza, na Itália.

Ismael Ivo voltou ao Brasil há três anos para dirigir o Balé da Cidade de São Paulo, do Theatro Municipal, cargo que ocupou entre 2017 e 2020 – e foi o primeiro negro a chefiar a companhia. Em nota oficial, a instituição lamentou a morte do bailarino. “Expressamos nossos sinceros sentimentos aos familiares, amigos, admiradores e todo o setor cultural. Seu legado será sempre lembrado por todos nós”, diz o comunicado.

A morte do artista repercutiu no meio artístico e entre autoridades públicas. O rapper emicida usou as redes sociais para lamentar a morte do bailarino, a quem chamou de “um destruidor de barreiras em toda a sua trajetória”. Alguns políticos, como Eduardo Suplicy (PT), Orlando Silva (PCdoB) e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), também se manifestaram sobre a morte de Ivo.

“O Brasil perdeu hoje Ismael Ivo, um dos maiores coreógrafos contemporâneos. Ismael foi diretor da Bienal de Veneza, do Balé da Cidade, e o primeiro estrangeiro a dirigir o Teatro Nacional Alemão. Era um amigo querido. Muito triste. Minha solidariedade aos familiares”, disse João Doria.

(Com informações da Agência Brasil)

 

 

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