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    Bolsonaro lamenta morte de Shinzo Abe e decreta luto oficial

    "Que seu assassinato seja punido com rigor. Estamos com o Japão", escreveu o presidente brasileiro no Twitter; Itamaraty manifesta pesar em nota

    Carolina FigueiredoLéo Lopesda CNN

    em São Paulo

    O presidente Jair Bolsonaro lamentou, nesta sexta-feira (8), o assassinato do ex-primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, e decretou luto oficial no país por três dias.

    Pelo Twitter, Bolsonaro escreveu que recebeu “com extrema indignação e pesar a notícia da morte de Shinzo Abe, líder brilhante que foi um grande amigo do Brasil”.

    “Estendo à família de Abe, bem como aos nossos irmãos japoneses, a minha solidariedade e o desejo de que Deus cuide de suas almas neste momento de dor”, acrescentou o presidente.

    Bolsonaro disse que, “como sinal de respeito ao povo japonês, de reconhecimento pela amizade de Shinzo Abe com o Brasil e de solidariedade diante de uma crueldade injustificável”, foi decretado luto oficial em todo o Brasil durante três dias.

    “Que seu assassinato seja punido com rigor. Estamos com o Japão”, concluiu Bolsonaro.

    Em seu último ano de mandato, a morte de Shinzo Abe marca a terceira vez que Bolsonaro decreta luto oficial no país.

    Até então, apenas as mortes do escritor Olavo de Carvalho e do ex-vice-presidente, Marco Maciel, haviam provocado um decreto do presidente.

    Itamaraty manifesta pesar

    Em nota, o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) manifestou pesar pela morte do ex-primeiro-ministro japonês.

    “O Brasil condena, nos mais fortes termos, o ataque covarde ao ex-Primeiro-Ministro e soma-se ao governo e ao povo do Japão no repúdio a todo tipo de violência política, que atenta contra nossos valores compartilhados de defesa da democracia e da paz”, diz trecho da nota.

    O Itamaraty recorda, ainda, que o trabalho de Abe contribuiu para o aprofundamento das relações entre o Brasil e o Japão.

    “Durante seu governo, as relações bilaterais elevaram-se para o patamar de Parceria Estratégica e Global, revelando o reconhecimento da importância do relacionamento em todos os seus aspectos: político, econômico, humano”, afirma o ministério.

    O assassinato

    O ex-primeiro-ministro do Japão Shinzo Abe morreu nesta sexta-feira (8) aos 67 anos após ser baleado durante um discurso na cidade de Nara, no oeste do Japão. Segundo o secretário-chefe do governo, Hirokazu Matsuno, Abe foi atingido pelos disparos às 11h30, no horário do Japão.

    A informação foi confirmada pela equipe médica do Hospital da Universidade de Medicina de Nara, onde o ex-premiê estava internado. Em entrevista coletiva, o chefe da equipe informou que ele foi declarado morto às 17h03, hora local (5h03 horário de Brasília).

    A bala que atingiu Abe foi profunda o suficiente para atingir seu coração e ele chegou ao centro médico sem sinais vitais, afirmou, o funcionário do hospital.

    O Corpo de Bombeiros de Nara informou à Reuters que o ex-premiê sofreu uma parada cardiorrespiratória antes de ser levado ao Hospital da Universidade de Medicina de Nara.